Obrigada, Alice.

“A Alice te escolheu Carol. Lá de cima. Olhou pra baixo e pensou: É aquela ali que eu vou escolher como mãe, e ensinar que a vida não é só trabalho”. Minha amiga Loisiana repetiu isso para mim algumas vezes durante minha gravidez, pois acompanhava de perto minha rotina workaholic. O que a gente não imaginava é que Alice viria pra me ensinar muito mais que isso.

Na maternidade.

Eu sou super controladora, daquelas que já estava planejando o que a filha ia fazer no vestibular antes mesmo dela nascer. Queria que ela nascesse em setembro, num domingo de sol, em um parto natural, na água e sem analgesia nenhuma (como se pudéssemos realmente controlar essas coisas).

Mas no dia 29 de agosto, em uma quarta feira chuvosa, descobrimos que a nossa pequena precisava de uma cesárea de emergência durante um ultrassom de rotina. Mais tarde descobriríamos que este exame salvou sua vida: mais alguns dias e ela não teria resistido. Do consultório do obstetra seguimos direto para a maternidade, passando rapidamente em casa somente para pegar a malinha da Alice.

Bunhé!

Eu estava muito nervosa mas a presença do Thomas ao meu lado foi fantástica. Estava emocionada em tê-lo do meu lado e mal viamos a hora de conhecer nossa pequena. Por estar sendo acompanhada por um obstetra a favor do parto humanizado, ele fez questão de abaixar o pano para me mostrar a Alice nascendo.

Surreal.

Foi a primeira coisa que pensei e falei ao vê-la nascendo. Foi uma emoção tão grande, que mal coube dentro de mim. Ela estava chorando muito, e bem inchadinha. Achei ela muito engraçadinha, bem diferente do que eu havia imaginado, mas me apaixonei imediatamente.

Cabelinho do Neymar.

Durante a madrugada, acordei e observei minha filha com mais calma, e achei os traços dela um pouco diferentes. Apesar de eu ter os olhos puxados, os dela pareciam ser mais puxadinhos ainda. Uma desconfiança bateu, mas logo eu pensei: não é possível, afinal fizemos milhões de exames e ultrassons, e nenhum apontou absolutamente nada. Imaginei que provavelmente ela estava inchada e que logo aquilo passaria. Dormi.

Um minuto antes de darem a notícia.

No dia seguinte, tomei um banho, coloquei meu pijama novo e me maquiei. Queria ficar linda e disposta para minha filha. No início da manhã a enfermeira e a pediatra de plantão nos visitaram no quarto. A pediatra refez o teste de Apgar na Alice, que repetiu a nota 9/9 da noite anterior. CDF como a mãe, eu pensei, rindo. Eu estava a tirar mil fotos e fazer mil perguntas quando a Pediatra nos olhou seriamente e falou:

“Eu não sei se já comentaram com vocês, mas a filha de vocês apresenta fortes indícios de ter síndrome de Down.”

Assim como a Alice do Lewis Carrol me vi caindo num buraco sem fundo, perdendo o chão por alguns segundos. Logo em seguida, com um nó enorme na garganta perguntei se ela tinha certeza, qual era a probabilidade matemática do que ela estava falando, se existia alguma chance dela estar enganada. E lembro de olhar para meu marido, suando frio ao meu lado, também muito abalado com a notícia.

O narizinho mais lindo do mundo.

Minha reação seguinte foi a de reagir. Vamos enfrentar isso, bola pra frente, vamos ter força. Mal sabia do dia desafiador que me esperava. Sim, pois muito mais desgastante que receber a notícia, foi contá-la a todos os nossos parentes e amigos próximos. Para minha surpresa, a maior parte das pessoas recebeu a notícia com naturalidade e carinho. Mas ainda assim o dia foi muito cansativo, provavelmente o mais difícil de toda minha vida.

Eu me sentia dentro de um carro andando sem rumo, com um GPS berrando: RECALCULANDO… RECALCULANDO… RECALCULANDO… RECALCULANDO. Lendo o blog de outros pais que passaram pela mesma situação, ouvi falar também sobre o “luto do filho idealizado” (que na realidade todos os pais vivenciam, mas no caso de pais de um filho especial é um luto mais seco, evidente e imediato). Outra analogia que descreve perfeitamente o que eu sinto no momento é a do texto abaixo:

Bem-vindo à Holanda

Sempre me pedem para descrever a experiência de ter uma criança com uma inabilidade – para tentar ajudar aquelas pessoas que não compartilharam dessa experiência original, para que possam compreender como se sentiriam. É como esta imagem:

Quando você está indo ter um bebê , é como planejar uma fabulosa viagem de férias à Itália. Você compra um guia de viagem e faz planos maravilhosos. O Coliseum, o David de Michelângelo, as gôndolas em Veneza. Você aprende algumas frases acessíveis em italiano. É tudo muito emocionante! Após meses esperando ansiosamente, o dia chega finalmente. Você faz suas malas e vai. Muitas horas depois, o avião aterriza. O comissário de bordo entra e diz: Bem- vindos à Holanda! Holanda?Você disse Holanda, o que significa bem-vindo à Holanda? Eu comprei uma passagem para a Itália! Eu só posso imaginar que eu estou na Itália.Toda a minha vida eu sonhei em ir para a Itália! “Mas é que houve uma mudança no curso do vôo”. Chegamos na Holanda e aqui você deverá permanecer. A coisa mais importante é que não te levaram para um lugar horrível, repugnante, sujo e cheio de doenças. É apenas um lugar diferente .

Assim você deve ir comprar novos guias de viagem. Você deve aprender uma língua inteiramente nova. Você vai encontrar-se com novos grupos de pessoas inteiramente novos que você nunca pensou em encontrar. É apenas um lugar diferente.

O progresso é mais lento do que na Itália, menos ofuscante do que Itália. Mas depois você olha em torno, trava a respiração e começa a observar que a Holanda tem moinhos de vento, a Holanda tem tulipas, a Holanda tem até mesmo Rembrandts. Mas todo mundo que você conhece está ocupado indo e vindo da Itália e se vangloriam sobre o tempo maravilhoso que eles tiveram lá. E para o resto de sua vida, você dirá, “Sim é onde eu sonhei ir. O lugar que eu tinha sonhado em ir.”

E a dor daquela vontade você nunca perde, você sente sempre, porque a perda desse sonho é uma perda muito significativa. Mas se você passar a sua vida inteira lamentando o fato de que você não foi à Itália, você nunca estará livre para apreciar as coisas muito especiais e encantadoras da Holanda!”

Escrito por Emily Perl Kingsley (e encontrado através do blog do Bernardo)

Desculpem o post imenso. Acreditem, ele foi absurdamente resumido. Ainda estou me acostumando com essa nova vida, e admito que de tanto em tanto eu me pego pensando na “Itália” e como as coisas seriam bem mais fáceis lá. Mas então eu respiro fundo, sinto o perfume da minha tulipinha amarela, e sigo em frente, feliz.

Obrigada, Alice. Obrigada por ter escolhido eu e o Thomas para sermos seus pais. 🙂

O trio.

Obs 01: Este não é um blog sobre síndrome de Down. Para quem quiser entender mais a síndrome, existem vários sites e blogs especializados sobre o assunto, que podem esclarecer melhor sobre o tema. Este é um blog sobre um casal e sua filhinha muito especial, suas aventuras, descobertas e conquistas. Lógico que falaremos sobre SD diversas vezes aqui, mas também sobre várias outras coisas, mesmo porque nossa filha não se resume somente à esta ou aquela condição.

Obs 02: A mamãe aqui anda numa correria com as fraldas sujas, que não teve tempo de bolar um nome decente legal para o blog. Alguma sugestão? 🙂

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172 comentários sobre “Obrigada, Alice.

  1. Adriana disse:

    Olá, sou jornalista e fiquei encantada com o seu blog. Parabéns pela Alice (minha filha tem um ano e sete meses e também se chama Alice) e pela sua coragem e fazer de um medo um desafio a ser vencido com muita alegria. Pouco tempo atrás, fiz este mini-documentário sobre mães de crianças com Down. Se quiser, pode divulgar no seu blog. Minha intenção era justamente mostrar para mães que ter uma criança especial não é “um bicho de sete cabeças” como elas mesmas dizem no vídeo. Espero que goste: http://www.ebc.com.br/infantil/para-pais/galeria/videos/2013/03/meu-filho-e-down-e-agora-0

  2. Janaina Pereira Zimmermann disse:

    Comecei ler agora … mas estou emocionada , muito emocionada ! Parabéns pelo blog e pela linda família e pela PRINCESA !

  3. Sandre disse:

    Oi Carol, como vai?
    Descobri seu NVCA recentemente e fiquei encantada. No dia 24 de março nasceu o Miguel, meu anjo guerreiro e como vc soube somente após o parto que ele tinha SD. Num primeiro momento aceitei bem, mas confesso que bateu uma tristeza e fiquei como vc recalculando a rota.
    O pediatra do Miguel contou para mim e meu marido a história que mencionou aqui no blog sobre planejar a viagem para a Itália e desembarcar na Holanda.
    Tenho outro menino, o João Pedro, de três anos e oito meses, e agora ganhei o Miguel. Eu o amo demais e farei de tudo para que ele tenha todas as oportunidades. Torço para que ele tenha tanto sucesso em seu desenvolvimento quanto a linda Alice. Parabéns pelo blog.
    beijo

  4. Simone Rebouças disse:

    Não sou mãe, mas sei que filho para toda mãe, é o melhor presente que Deus presenteia.Não importa como vem, se tem saúde, é o que importa. Ou seja, é uma doação quando cuidarmos, não só do filho, mas para nos mesmo, ajuda suavizar as dificuldades….

  5. Marcilene disse:

    Oi Carol, estou emocionada com seus depoimentos, também fui agraciada com a Marcela que hoje esta com 12 dias de vida, tive a noticia da SD assim que ela nasceu, fiquei chocada, triste, talvez muito assustada , mas Deus me amparou e me deu toda forca para que todos os pensamentos de egoísmo e tristeza fossem eliminados do meu coração. Obrigada pelas palavras lindas, eu e minha família estaremos te acompanhando. Parabéns pela linda família.

    • Prícila disse:

      Meu filho c T21, fez 2 anos. O início é meio difícil, pois vc pensa na trissomia todos os dias, mas depois melhora…. e fica tudo ótimo! Hj eu esqueço completamente q ele tem a T21. É só alegria! Mas lembre-se: Nunca substime sua filha. Nunca acreditei um prognóstico ruim. Acredito no q eu vejo acontecer. Os médicos teêm cometidos muitos erros, eles afirmam muitas coisas q eles não sabem, e os pais acreditando num prognóstico ruim, deixam de acreditar num futuro feliz!

  6. Roberta disse:

    Olá me apaixonei pelo seu blog, tbém tenho uma bb SD , ela está com 2 meses e 20 dias, no começo como pra vc foi um choque,mas hj eu com o meu marido estamos bem resolvidos em relação a isso, me identifiquei muito com vc. Parabéns pelo Blog e muitas conquistas pra sua linda Alice.

  7. Mário Cezar da Silveira disse:

    Carol, queria te parabenizar pelo texto maravilhoso, mas principalmente pela sensibilidade de enxergar em Alice as maravilhas de “visitar a Holanda”. Segue abaixo um texto que escrevi pra minha filha (sua xará) Carolina. Desculpe por ser extenso, mas. como o seu, não tem como reduzi-lo.

    Carolina e eu – Infinitamente cachoeira

    5 de janeiro de 1987
    Voávamos de Belo Horizonte para Manaus.
    Era o voo que marcaria o início de uma nova fase em nossas vidas.
    Com minha esposa, grávida de 7 meses, estávamos sendo transferidos para uma filial da empresa na Zona Franca.
    Durante o demorado voo, falávamos sobre os cuidados que deveríamos tomar para que o nascimento de nosso bebê, previsto para março, ocorresse em Joinville, onde marinheiros de primeira viagem encontraríamos o porto seguro próximo dos avós.
    Lembro-me que nos empolgamos com o assunto e começamos a fazer divagações sobre o que esperávamos para o futuro daquele “serzinho gerado com tanto amor” e que com certeza mudaria não só as nossas vidas, mas principalmente a nós mesmos.
    Sonhávamos os melhores sonhos.
    Sonhamos tanto que nem sentimos o cansaço da longa viagem.
    O aviso de preparar para o pouso nos trouxe de volta à realidade.

    15 de janeiro de 1987
    Estávamos há 10 dias em Manaus quando nosso bebê resolveu nascer prematuro, talvez para acabar com nossa ansiedade.
    …e assim nasceu Carolina.

    5 de janeiro de 2003
    Lá estávamos minha esposa e eu, no meio da mata, em Ibirama, no topo de uma cachoeira, arrepiados de emoção ao ver a coragem de nossa filha Carolina em fazer um rappel de 28 metros de altura.
    Enquanto ela descia recordávamos as alegrias que ela já havia nos proporcionado.
    Carolina, que em poucos dias estaria completando 16 anos, estava cursando o 2º grau, já havia voado de “parapente”, pulado de “Bungee Jump”, feito “rafting”, participava de um grupo de dança, cantava no coral da escola, fazia natação, e além de tudo isso, sempre foi uma filha maravilhosa, uma ótima aluna e uma parceira para todas as horas.
    Beijamo-nos e ficamos ali abraçados ouvindo os gritos de alegria com os quais nossa filha enchia o ar e o nosso orgulho de sermos seus pais.
    Quando ela acabou a descida, beijei emocionado minha esposa, engatei o “mosquetão”, auxiliado pelo instrutor e desci a cachoeira com minhas lágrimas de emoção se misturando com a água da cachoeira.
    Essas lágrimas não vinham do homem que fazia o rappel, mas do pai que havia ajudado a realizar mais um sonho da filha. As lágrimas eram do marido agradecido a Deus pela esposa maravilhosa e companheira, que apesar de achar loucura botar em risco a vida da filha criada com tanto zelo e sacrifício, estava ali a apoiar (já que o “bom-senso” não a deixava descer), por acreditar que a vida se constrói aos poucos e os medos nada mais são do que portas a serem abertas.
    A água castigava o capacete e me envolvia como se eu fosse parte dela.
    Parei alguns segundos a descida e fiquei ali “simplesmente cachoeira”.
    …Deixei as águas lavarem todos os medos e inseguranças que encharcaram minha vida desde o momento em que Carolina nasceu prematura e que, por complicações no parto, sofreu uma paralisia cerebral.
    Deixei lavar o desespero de quando ouvi o primeiro diagnóstico, de que pelas sequelas ela não conseguiria ter um desenvolvimento normal, não andaria e seria seriamente comprometida em todas as outras funções.
    Deixei lavar os momentos em que com o rosto entre os joelhos e as mãos sobre a nuca me perguntava:
    Por que com a minha filha, meu Deus?
    Será que estou sendo castigado pela minha adolescência conturbada e os sofrimentos que dei aos meus pais?
    O que fazer meu Deus?
    Deixei lavar o rancor que ainda guardava daquele médico que, por ser humano, tinha o direito de errar, …mas não com a minha filha.
    Deixei lavar os primeiros anos em que erradamente lutávamos para que nossa filha fosse igual a qualquer outra criança, quando só tínhamos olhos para suas limitações e cegamente não víamos suas infinitas qualidades.
    Deixei lavar o sentimento de culpa por ter decidido ir morar em Manaus.
    Fiquei ali naquela maravilhosa simbiose com a natureza, tentando sugar dela todas as lições que estavam ali para serem aprendidas.
    Percebi que tudo tem sentido, que tudo é construtivo, até mesmo o que vemos como limitação.
    Percebi ali o quanto fomos privilegiados em sermos pais daquela menina. Sem ela jamais estaria naquele divino momento em comunhão com a natureza e sentindo o quanto Carolina havia encharcado nossa vida de amor.
    Percebi que ser pai é naturalmente a mais difícil e prazerosa das missões que assumimos pela vida, independente do filho que se tem.
    Percebi que fomos iluminados em determinar limites ao educar nossa filha, mesmo com as críticas das pessoas que nos chamavam de “duros demais”.
    Percebi que todas as nossas expectativas sempre foram maiores, mas as emoções a cada realização foram também proporcionalmente maiores.
    Percebi que não importa como se anda, o importante é que se sonhe para onde ir, que o sonho desencadeie o desejo, que o desejo desencadeie a luta, porque a luta por si só já é uma realização do andar.
    Percebi que o amor, além de tudo, também é a melhor fisioterapia.
    Não sei se todos esses sentimentos poderiam ser registrados no tempo que se passou enquanto eu “estava cachoeira”, mas as sensações ficaram comigo de tal maneira, que ao completar a descida e encontrar Carolina lá embaixo, nos abraçamos emocionados e ficamos ali, um só ser,…infinitamente cachoeira.

  8. Michele disse:

    A história de viva da princesa Alice me emocionou bastante, vocês ganharam um presentão de Deus, sua filha é linda!!! Que Ele os guie sempre pelos cominhos certos, e que nesta caminhada colham as flores que ele deixara no caminho… Felicidades pra família!!! Parabéns pela joia rara que lhes enviou!

  9. Clarissa M. M. Santos disse:

    Olá pais da princesa Alice,

    Fiquei extremamente emocionada com este blog, pelo carinho e amor que vcs transmitem ao comentar cada passo da Alice com muita sabedoria e admiração. Gostaria de dizer que vcs são pessoas maravilhosas e iluminadas por ter a presença deste anjinho todos os dias, pois certamente, o amor e o carinho dela é o significado mais puro e verdadeiro que irão ter sempre ao lado de vcs. Tenho um irmão com SD e hj ele tem 30 anos, o maior amor da nossa vida, pois a nossa família é muito unida e se sente muito amada por ele. O Júnior é a razão da nossa vida, uma pessoa amorosa, carinhosa, inteligente, esperto, atencioso, prestativo e muitos outros elogios para este SER HUMANO (com letra maiúscula pq é merecedor de todos os elogios). Vc não imagina o que é chegar em casa, muitas vezes cansada do trabalho, triste ou doente e ele vem com aquele abraço e bj gostoso, cheio de carinho e amor!! Nunca vi ele bravo ou triste, não diz “não” para quase nada, sempre disposto a passear (adora viajar e conhecer lugares novos), ajudar e fazer companhia!!! Infelizmente não se desenvolveu muito na fala, pois na época morávamos em uma cidade que estava despreparada para receber nas escolas crianças especiais, pois ele foi excluído nas aulinhas da escola e alguns coleguinhas mordiam ou judiavam dele e por isso ele não gosta de ir para escola e tem pavor de escola. No entanto, a inteligência dele é fora de sério, pois ele sabe ler, mas lê palavras, sílabas ou letras ele não sabe, aprendeu tudo por ele mesmo, sempre o estimulamos, mas ele não gostava de ser pressionado e rejeitava, mas por vontade própria dele mesmo em sabe ler tudo que buscou sempre aprender, uma curiosidade dele, ele sabe os dias da semana de qualquer data e ano que vc perguntar sem olhar ou pesquisar em algum lugar, pois ele fala na hora. Eles são muito espertos e inteligentes, além do normal!!! Um amor de pessoa e sem falar que todos amam ele e tratam ele com muito respeito, amor e carinho!!! Tenho certeza que vcs serão muito felizes, ou melhor já são com este anjinho, vcs foram abençoados sim com esta princesa, pois não imaginam o que ela irá amá-los e fazer do dia de vcs uma exemplo de vida e amor!!
    Felicidades para vcs e para Alice e que a cada dia vcs sejam iluminados e abençoados pelo amor dela! Parabéns pelo blog e que continuem sempre transmitindo com sabedoria os ensinamentos obtidos com a Alice.

  10. Luh Watanabe disse:

    Me identifiquei demais, pois a descoberta da Síndrome de Down na minha bebê foi da mesma forma. Descobri na maternidade.. e me vi no mesmo buraco negro.. Tbm tenho um blog… que, infelizmente, deixei de escrever .. mas que lendo o seu, me fez sentir vontade de reativar. Nele eu tbm cito o texto sobre a Holanda.. e foi a maior explicação pra tudo isso.. me fez enxergar a beleza que existe em Holanda.. até tatuei uma tulipa no braço homenageando minha pequena!

    Estou deixando vários comentários… desculpe-me mas é que está me fazendo tão, tão bem.. que preciso deixar registrado pra vocês! 🙂

  11. Neila disse:

    Carol, seu blog me emocionou muito, me levou a algumas reflexões bastante profundas e me ajudou a ser mais feliz. Também tenho um bebê de 5 meses com SD e ao contrário de você, a descoberta não foi tão suave, parecia mesmo que um furacão tinha devastado tudo ao meu redor, fiquei sem chão, profundamente triste, e esse sentimento durou semanas. O medo do desconhecido era apavorante! Mas graças a Deus que tenho um companheiro maravilhoso, que rapidamente começou a se encantar com as maravilhas da “Holanda”. Deus colocou pessoas na nossa vida para nos ajudar a enxergar a preciosidade que tínhamos ganho e hoje sou simplesmente apaixonada pelo meu garoto. vibro a cada conquista, cada etapa vencida é um motivo sentir a Graça de Deus conosco. Assim como Alice, Arthur é lindo, esperto e feliz. E a semelhança deles dois nos primeiros meses me chamou a atenção. Parabéns pela garra, pela força, pela alegria contagiante, e obrigada por ter exercido essa influência tão positiva na minha vida. Que Deus abençoe vocês.

  12. Janete Nunes Pires Rudolfo disse:

    Parabéns Alice, te desejo muita saúde, paz , alegria e amor. As crianças vem ao mundo para trazer esperança e alegria. Obrigada Alice por tornar o mundo um lugar melhor. Muitos bjs para toda família.

  13. Prícila disse:

    Olá, sou mãe do Enzo, com T21. Ele completou 2 anos. É minha alegria. Além dele tenho tbm a Maitê de 6 meses. Qdo ele nasceu eu optei por descobrir sozinha o q era ter um filho c a T21. Não li nada sobre o assunto, e o q eu descobri é muito melhor q tudo q eu poderia ter lido. Mas o q eu gostaria de compartilhar c vcs são só coisas boas. Não sei se Alice está na escola, mas acho fundamental! Escola regular, claro. Enzo interage super bem com TODAS as crianças. Além da fisio e da fono eu faço questão de proporcionar ao meu filho experiências novas. Programas infantis, muitas viagens, e muitas festas. Ele curti tudo! Acredito que esses primeiros anos são fundamentais para o desenvolvimento infantil. Qto mais experiências eles tiverem, mais sinapses ocorrem e maior será a atividade cerebral. E NUNCA, NUCA!! subestime sua filha!!! Eu trato meu filho como se ele não tivesse um cromossomo a mais, ou seja igual a todas as outras crianças! Talvez num futuro ele me mostre suas limitações. Tenho certeza q Alice irá surpreender todos! pq essa geração de T21 veio com uma nova cara, e até hj as pessoas olham p meu filho sem acreditar no q ele é capaz. Não sei se vcs conhecem, mas se tiverem um tempinho deêm uma lida sobre osteopatia, pois eu estou gostando do resultado no meu filho. Além disso ele tbm toma umas bolinhas da homeopatia p a inteligência kkkkkk . Um gde abraço !!!!!! Prícila

  14. Maris Veeck disse:

    Simplismente lindo teu blog!!!!
    Também sou mãe, e vivo na “Itália”, mas com o amor imenso que temos por estes seres lindos que nós geramos, tenho certeza de que amaria também a “Holanda”!!!
    Curta sua filha imensamente!!! Ela te escolheu sabendo que você merecia cuidar dela!!!
    Um grande beijo!!
    Maris

  15. Marta Carolina disse:

    Emocionei!!! Lindo seu pensamento. É isto, a Holanda tb tem muuuitos encantamentos!!! bjos com carinho! Marta

  16. Roberta Lauritzen disse:

    Simplesmente apaixonante e emocionante seu Blog, lindo e gostoso de ler, não sosseguei enquanto não li tudinho rsrsrsr… também vivo essa experiência deliciosa de ser mãe de uma criança especial (tenho uma princesa com Síndrome de Edwards). São estímulos constantes desde os primeiros dias de vida… nada é mais gratificante do que as mais simples conquistas… Parabéns pelo Blog e pela sua princesa linda. Obrigada por suas palavras, me emocionaram… e me fizeram ainda mais, ter a certeza de que fomos escolhidas a dedo por esses anjos, que chegaram para nos ensinar o verdadeiro sentido da vida, a valorizarmos coisas que antes passavam despercebidas… tenho orgulho da minha filha, da sua força e vontade de viver!!!

    Grande abraço, Roberta Lauritzen

  17. Juliana disse:

    A minha sugestão para o nome do blog é exatamente o nome do texto : “obrigada, Alice” . Acho que é isso que vcs vao pensar durante todo o tempo, pelo que li no texto!
    Alem do que é um nome sugestivo e que gera curiosidade….”obrigada, por quê? “…. “quem seria Alice e o que ela teria feito de tao importante?”. Certamente vc iria respondendo estas e outras perguntas ao longo do tempo….
    Ps: vc é uma boa escritora…conseguiu me emocionar….
    Sorte com Alice e com o blog.

  18. Denise disse:

    A Alice é MARAVILHOSA, Carol : ] !!! Parabéns pelo blog. Bem escrito, esclarece dúvidas e orienta sem deixar de ser carinhoso e gostoso de ler… Beijão!

  19. ciane disse:

    Parabéns em primeiro lugar pela família linda,abençoada….parabéns também por esse blog maravilhoso.vc é um grande exemplo de mãe e de pessoa.

  20. Tatiane disse:

    Parabéns pelo blog a sua filha é linda, a sua historia é parecida com a minha tive a Maria Clara agora dia 16/01/2014 e foi uma surpresa receber a noticia também que ela tem sindrome dow mas Deus escolhe pais especiais para receber este presente tão especial, o seu blog esta me ajudando muito e tenho certeza que mais pessoas também.

  21. Ercília disse:

    Carol, descobri ontem através de um exame de biopsia do vilo corial que estou gravida de uma menina com síndrome de down, meu mundo caiu, estou completamente sev chão e sem saber o que faço da vida!!! Descobri ontem a tarde e depois de muitas horas chorando entrei na internet vi muita coisa que me deixou ainda mais preocupada, e encontrei seu blog q de certa forma acalmou um pouco meu coração, preciso saber mais, queria muito poder conversar um pouco com quem sabe o que criar um filho especial….e nao conheço ninguém…

    • carolrivello disse:

      Oi Ercília,fique tranquila, cuidar de um bebê com SD as vezes pode requerer um pouco mais da nossa atenção, mas é mais simples do que a gente imagina. Você tem facebook? Existem alguns grupos lá bem legais, com mães trocando ideias e experiências. Eu participo deste, por exemplo: https://www.facebook.com/groups/algoemcomum/ Além disso tem a página do movimento Down no facebook, que tem várias informações úteis: http://www.movimentodown.org.br/ Precisando de mais alguma coisa, meu email é nossavidacomalice@gmail.com. Um grande abraço.

      • Ercília disse:

        Carol muito obrigada pelo apoio, terminei hj de ler o blog, quero muito fazer a coisa certa, da um medindo de errar, de nao saber como cuidar, mas vendo o dia a dia da Alice, meu coração esta mais calmo, obrigada, obrigada do fundo do coração por ter me respondido, espero poder manter contato com vc, beijos e Deus abençoe cada dia mais vc e sua familia…

    • Netto Carvalho disse:

      Olá Ercília, esse seu comportamento é perfeitamente natural, também passei por isso. Não se deixe influenciar por tudo que vê na internet, muitas abordagem são feitas de forma fria e irresponsável, veja essas referências que a Carol lhe passou, através desses canais você vai se deparar com relatos reais de gente que compartilha da sua mesma situação. Irá ver muito mais coisas boas que ruins, e isso certamente te acalmará. Eu tenho um menina linda, a Melissa, na maior parte do tempo esqueço que ela tem a síndrome, por que pra nós ela é tão especial quanto qualquer outra criança é para os seus pais. Se quiser saber mais sobre a nossa querida Mel, acesse http://blogdamelzinha.wordpress.com/

      • Ercília disse:

        Neto obrigada pelo apoio, sei que com o apoio de todos que ja viveram o que eu estou passando agora será mais facil, obrigada de coração…

  22. Franciele disse:

    Carol sua linda!!!! Amo ler seu blog… A bebe pig é linda demais!!! Estou apaixonada por ela… Eu passei por muitos problemas e sei que Deus sempre tem um plano perfeito para nós!!! E vocês estão vivendo esse plano da melhor forma! Parabéns! #orgulho … Vocês são inspirações para meus dias…

  23. Lívia Barhuch disse:

    Querida, parabéns pelo blog! Acabei de cair de para quedas aqui e estou absolutamente encantada. Fiquei com os olhos marejados, mas muito feliz pela sua coragem e amor incondicionais. Que vcs sejam FELIZES e estejam sempre perto de encontrar a paz no olhar da pequena Alice. Ela é linda!

  24. Adriana oliveira disse:

    Adorei o texto…Achei ótimo mesmo sabe que as vezes perdemos realmente o melhor da vida pensando em como seria a Itália hehehe e deixamos passar tantas coisas valiosas!!!
    Parabéns juro que nunca vi uma menina de beleza tão delicada e fofa,o narizinho então!!!
    Felicidades e muita alegria para esta família! Adoro o nome dela Alice é lindo…

  25. Andrea disse:

    Nossa chorei mto agora, relembrei de todos os momentos no hospital, de como me foi dada a noticia, minha Isabella tbem tem sindrome de down, ela esta com 5 meses, e é a paixao da minha vida, mais preciso de mtas informaçoes ainda, tenho mtas duvidas, espero que possa me ajudar, bjs!!!

  26. Caroline Andrade disse:

    Carol, que blog lindoo!!! Chorei lendo “Obrigada, Alice” … não tenho filhos ainda, estou cursando serviço social e sempre fui apaixonada por crianças com a síndrome! Parabéns, a Alice é linda, vocês são lindos! Você tem mta sorte de ter ela e ela á você!

  27. GabrielA jardin disse:

    Boa tarde mamãe da Alice!!! Muito prazer em conhecê-la!!! Adorei seu blog e principalmente a maneira como lidao com a situação da Alice!!! Já tenho a certeza que são otimos pais, pois buscam estimula-la, tratam-na como uma criança sem nenhuma diferença!!! Isso é fantástico na educação da criança!!! Eu sou mãe da Izabela! A Izabela tem uma doença congenita, ela nasceu com um fêmur menor que o outro, assim ela tem uma perna menor do que a outra! Ela vai passar por uma cirurgia, assim, estamos bem tranquilos quanto esta questão! Mas na verdade, quero comentar o seguinte: trato a minha filha, aliás, tratamos (eu e o pai) como se não houvesse diferença alguma de qualquer outra criança! E o mais interessante, é que pra ela, ela lida de maneira normal, tranquila, como relação a deficiência!!!! Sempre temos em mente que: o preconceito está nos olhos de quem vê!!! Todos somos diferentes, todos temos qualidades e deficiências!!!! Parabéns prla excelente educação que proporcionam a sua filha!!! Espero que este exemplo ensinem a muitos pais que estão lendo seu blog!!! O que precisar, estou a disposição! Beijos da Gabi

  28. Joyce Pacheco Muniz disse:

    Bom dia Carol li um pouco tarde mais sua Alice é linda, saiba q Deus só nos dá aquilo q Ele sabe q possamos carregar sinta-se privilegiada dEle ter lhe dado a Alice pois se Ele lhe deu é pq Ele sabia q vc seria uma excelente mãe pra ela. Eu assim como vc tbm tenho uma Alice mais ela não tem SD mais eu acho lindo as mães q tem crianças mais q especiais pois o amor q elas transmitem supera qualquer barreira.
    Que o Senhor venha abençoar a sua família e q a Alice seja uma excelente profissional no futuro. Bjss

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