O batom vermelho.

Normalmente crianças com SD fazem tudo que uma crianca típica faz, porém em um ritmo diferente, atingindo os marcos do desenvolvimento um pouco mais tarde. A Alice está se desenvolvendo bem e no ritmo dela: algumas etapas ela alcança normalmente, outras ela atinge um pouquinho depois ou aos “45 do segundo tempo“.

Quando chegou a época de fixar o olhar, notei que a bebê pig estava demorando muito. Ela não fazia contato visual por muito tempo, e raramente seguia um objeto. Foi quando a sua fisioterapeuta me deu uma dica ótima: Usar batom vermelho! Logo eu, que já adorava meu ruby woo, curti muito a ideia. Agora imagina a cena: eu com olheiras, cabelo bagunçado, roupa toda vomitada de refluxo, mas com a boca impecável vermelha! #linda

Mas e não é que deu certo? Logo após eu começar a usar o batom vermelho, ela começou a se interessar mais em fazer contato visual. De vez em quando ela ri e me olha com uma expressão de “Minha mãe é uma maluca“, mas eu nem ligo, pelo menos está me olhando 🙂

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Minha mãe meio maluquinha, brincando comigo!

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Dizem que eu não me concentro muito. É tudo mentir… ei, olha lá uma borboleta!

Ps: Minha tia e a fono também deram a dica de usarmos aqueles óculos coloridos de formatura, sabe? A vovó Soninha se animou e comprou um de cada cor para mim. Outra dica testada e aprovada, é pintar as unhas com cores vibrantes. Dessa forma, quando seguramos brinquedos, ou mostramos palavras em um livro, a bebê presta mais atenção.

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Laranja Estranha

Nas minhas andanças pela internet, encontrei o formidável blog do Fábio Adiron, chamado “Xiita da Inclusão” (adorei o nome, hehe). Os textos dele são muito bons, e seus posts nos levam a refletir sobre diversidade, inclusão e cidadania. Gostei bastante do  post entitulado “Laranja Estranha” e decidi reproduzí-lo por aqui também:

“Mariana era louca por laranjas. Não qualquer laranja, era louca por laranja pera.

Era tão fanática que costumava comprar no atacado. Toda semana ia ao Ceasa e comprava um saco de laranja pera.

Delas fazia suco, saladas de frutas de uma fruta só, as chupava puras. Fazia doces, bolos e tortas.

Nem sempre todas as laranjas vinham perfeitas, algumas chegavam mais secas, outras um pouco amassadas. Mesmo assim Mariana aproveitava todas, de uma forma ou de outra.

Até o dia em que, no meio do seu saco de laranjas pera veio um exemplar de laranja bahia. Para muitos seria apenas mais uma laranja, não para Mariana que ficou perplexa e confusa com um tipo de laranja diferente.

A casca era mais fina, o tamanho maior, o suco com teores diferentes de açúcar e de ácido cítrico.Ela não estava preparada para isso. Não sabia nem por onde começar. Fez uma busca na Internet sobre a tal da laranja estranha. Só encontrou informações sobre os aspectos fenotípicos do citro. Isso não ajudava.

Começou a ligar para amigas. O máximo que descobriu foi que essas laranjas não tinham sementes. Pior foi ter de ouvir da melhor amiga que era uma laranja, e laranjas são laranjas. Que diferença isso ia fazer?

Concluiu que não teria outra alternativa a não ser partir em busca de especialistas. Como iria descascar aquela pele mais fina? Se eram mais doces, como procederia no açúcar da sua famosa compota de laranja? Os gomos maiores não enroscariam no seu processador?

Descobriu várias pessoas que se dedicavam ao estudo e manuseio de laranjas bahia. Uma mulher que era descascologista, com doutorado em bahias. Um agrônomo que tratava de distúrbios de desenvolvimento de citros e até um chef compoteiro que tinha uma instituição dedicada ao desenvolvimento da tal laranja.

Pensou em mandar seu exemplar de laranja bahia para um desses especialistas. Mariana, no entanto, era uma mulher persistente, não poderia admitir que tinha sido derrubada por uma laranja.

Matriculou-se num curso à distância, de capacitação em laranjas. Na primeira aula descobriu que a bahia era só uma das dezenas de espécies de citrus sinensis: Lima, Westin , Rubi, Valencia, Hamlim e Kinkan. O curso não lhe ensinou o que fazer com as diferentes laranjas, mas abriu seus olhos para todo um mundo diverso do que ela conhecia. Também constatou que só com prática de uso de tanta variedade é que ela descobriria como tirar o melhor de cada um dos tipos.

Não perdeu seu amor antigo pela laranja pera, mas descobriu que a vida era muito mais interessante quando as laranjas se misturavam. Era possível fazer sucos usando combinações de frutos mais ácidos com outros mais doces e, até mesmo enriquecer seu bolo de laranja com calda de uma laranja diferente.

Empolgada, partiu para o estudo de tangerinas, depois limões e até mesmo grapefruit.

E, assim como fazia com a laranja pera, Mariana nunca desperdiçou nenhum dos seus cítricos.

Uma verdadeira mestra.”

A de Alice.

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Antes e depois.

E já que o momento é de estimular, decidi deixar o quarto da bebê pig mais colorido, e embarquei em um rápido projetinho DIY, personalizando o abajour branco e sem graça dela. Utilizei o mesmo spray azul que já havia utilizado na decoração e com uma posca rosa pink fiz as ilustrações. Criei um desenho utilizando a letra A repetida como se fosse uma estampa. Adoro a forma da letra A, inclusive esse foi um dos motivos pelo qual escolhi o nome Alice. Coisa de mãe designer né, escolher um nome por causa do desenho da letra… cada louco com sua mania 🙂

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Luz azul + porquinho.

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Mini homenagem ao Gutenberg.

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Vai dizer que não é uma letra linda?

Desculpa, Roberto Carlos*

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Hoje é aniversário do meu marido e pai da Alice, o Thomas. Por isso, aproveitei o dia para fazer este post-homenagem, agradecendo por ter essa pessoa tão especial ao meu lado. Queria escrever um texto enorme enumerando todas as suas qualidades, mas tenho uma bebê de quatro meses com uma fralda suja me esperando, hihi.

Obrigada, Thomas, por ser essa pessoa tão legal, que coloca o amor pela sua filha em primeiro lugar, aceitando de coração aberto os desafios da vida, com alegria e serenidade. Te amo. Te amamos.

Desculpa, Roberto Carlos. Mas esse cara é ele 🙂

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* Sou mãe, tenho licença para ouvir Roberto Carlos, desculpa.

4 meses e feliz 2013!

Semana passada nossa linda bebê pig completou 4 meses! Esse foi um mês bem corrido, com batizado, várias festas, natal, reveillon aqui em casa… E de notícias maravilhosas também: fizemos mais um ecocardiograma na Alice, e o coração dela está ótimo! Confirmamos a previsão de que ela não precisaria de cirurgia. Eba 🙂 Além disso, ela está quase chegando no peso ideal para a idade dela, aos pouquinhos nossa pequeninha tá ficando gorduchinha. Ela está com o pescoço cada vez mais durinho, fixando o olhar, rindo bastante e essa semana começou a rolar.

Para todos que acompanham a nossa história e torcem pela gente, muito obrigada. 2012 ficará para sempre marcado em nossas vidas – um ano de surpresas, alegrias, aprendizados e descobertas. O trio aqui deseja um ótimo ano novo a todos vocês. Que seja um ano de admirar e agradecer as pequenas belezas e conquistas da Nossa vida com Alice.

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