Bebê Touro

evaEis que essa semana comecei a notar uns arranhados brancos no tapete da Alice. “Mas o que será…?” pensei eu. E então percebi que a Alice antes de engatinhar “encarnava” um tourinho, hehe, parecia que estava pegando impulso. No começo achei que era uma indireta do tipo “Mãe, cria vergonha na cara e vem cá cortar minha unha!” Mas mesmo depois da minha manicure improvisada ela continuou com a barda. Ah, quer saber? Achei uma graça! E ainda fico feliz da vida, pois mostra que na luta Alice x hipotonia ela está ganhando de longe! (explico: ela está equilibrada em apenas em 3 apoios, o que indica um bom tônus abdominal).

E aproveito o ensejo pra mostrar o jeito que a ser humana resolveu engatinhar ultimamente. Além de touro parece um urso. Fiquei mais tranquila quando li por um acaso em um livro sobre desenvolvimento infantil que é normal as crianças engatinharem assim com as pernas esticadas mesmo. Pronto, só alegria e uma coisa a menos pra mamãe neurótica aqui se preocupar 🙂

Em tempo: A tia de uma amiga, uma senhora que possui síndrome de Down, descobriu que está com leucemia nesta semana. Ela precisa – e muito – de doadores de sangue.A doação deve ser dirigida, seguem os dados: EDITE ADELINA DE SOUZA – Hospital de Caridade (no centro de Florianópolis). Divulguem, por favor. #bbpigagradece #solidariedade #floripa

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25 comentários sobre “Bebê Touro

  1. solange disse:

    Minha filha tem 10 mêses e ainda não senta por muito tempo sem apoio…Fiquei então muito feliz por Alice e fico feliz pela minha Lis que se esforça e vai chegar lá…

  2. Rafaella disse:

    Ih, Carol, não sabes de nada! Ela tá é fazendo yôga! hahahaha
    Meu irmão mais novo, quando era bebê, parecia um soldado, não engatinhava, se arrastava! Era muito engraçado! (isso porque ele era muito gordjenho e não aguentava o peso, mas quando aprendeu a andar ficou esbelto rapidinho!)
    AH, crianças, tudo “djugo djugo” hehe!
    :*

  3. Fernanda Rabelo disse:

    Feliz demais Carol.. nossa que força edeterminação! Fico pensando na minha Alice que faz tanto esforço para superar a hipotonia, e sabe o que acho? Essa tal “hipotonia” é fruto do pessimismo que os outros querem passar para gente, porque de verdade mesmo a minha Alice é muito, mas muito mesmo esperta…e a bbpig, é a prova disso que estou falando. Feliz DEMAIS por vcs, me sinto encorajada!

  4. Denise disse:

    Ai que gracinha! O Ben passou por uma fase assim, e outra que eu chamei de ponto-e-vírgula: um pé e um joelho 😉
    E demais ela afiando (ainda mais!!!) as unhas no tapete hihihi.
    Beijos

  5. Lina disse:

    Carol, que amada que ela está!!! O Guto engatinha assim às vezes, igual a um orangotango, quando está de roupinha curta, pra não esfolar o joelho! ehehehehe eles são os reis da adaptação!

  6. Salete disse:

    Ke lindona Carol… ela quer fazer tudo junto, brincar, caminhar e engatinhar… é muito vivaz… rsrs. Aqui em casa somos todos apaixonados por ela e acompanhamos com muita alegria as peripécias dessa gatinha. beijaum

  7. Giuliana disse:

    Carol, tenho uma bebê de 3 meses e aprendo muito com o desenvolvimento da sua pimpolha. Fico encantada com as sacadas da Alice. Como ela é criativa!

  8. Roberta Maciel disse:

    Êba!!!! Que legal!!!! Fiquei muito feliz por vocês, imagino a emoção. Hoje, por muito menos, demos gritos de alegria. O Henrique “sumiu” do tapetinho colorido. Para nossa surpresa estava a um metro de distância, embaixo de um móvel suspenso, no canto da sala. Para quem está quase completando um ano e quatro meses e não sai muito do lugar, na briga com a hipotonia, deslocar-se sozinho, ainda que por um único metro foi como vencer uma maratona!!!

  9. Luisa disse:

    Carol,
    fiquei sabendo do seu blog quando uma vizinha me viu estimulando o olhinho da minha filha de 5 meses. Estava “invadindo” o jardim alheio para mostrar as flores coloridas para a minha filha quando ela chegou (hehehehe). Começamos a conversa e ela disse que vendo a Bela, minha filha, ela se lembrou da Alice e de você, que parece ser amiga da filha dela. Enfim, logo ao começar a ler seus posts, disparei a chorar… Não de tristeza, mas sim de emoção e por me identificar tanto com os seus sentimentos. Em muitos de seus comentários, vi o meu coração sendo “colocado” naquelas palavras… Também cheguei na Holanda quando a Isabela nasceu… Com 15 dias de vida, meu marido notou um branquinho na pupila direita dela e comentou comigo. Eu, exausta por toda aquela rotina puxada do recém-nascido não “dei bola” até notar que realmente estava estranho, dois dias depois. Então veio o diagnóstico: catarata congênita no olho direito, com a necessidade de uma cirurgia de emergência, com anestesia geral. E como se não bastasse imaginar minha filhinha, primeira filha também, passando por uma cirurgia sendo tão fragilzinha, fui avisada que só a cirurgia não seria suficiente. Ela teria que usar o tampao durante toda a infância dela, tampando o olho não operado, para que a visão desenvolvesse. Caso contrário,co cérebro iria sempre “preferir” o olho esquerdo e a cirurgia não teria efeito nenhum. A princípio, a orientação é fazer o estímulo visual 2 horas por dia com o tampão e o oclinhos (que, vale contar, tem uma lente de 16,5o). Achei que eu fosse morrer, mascMe deu força e começamos então a luta, passando por diversos médicos para escolher quem iria opera-la. O pessimismo deles quanto ao prognóstico visual da minha filha era praticamente unânime. “Ela nunca irá enxergar bem com se olho!”-diziam… “Ela vai ver vultos…”… “Por mais que vocês façam a cirurgia e tampem o olho esquerdo o dia inteiro, o resultado será muito pequeno!”… “Você terá muito trabalho!”… e até mesmo “Que pena, que azar que vocês deram!”. Todas essas, por incrível que pareça, foram frases dos médicos. Orei muito e Deus nos levou a uma médica diferenciada em outra cidade, que nos trouxe esperança quanto ao prognóstico e realizou a cirurgia aos 45 dias de vida da Isabela. Cirurgia essa complicadíssima, com quase 3 horas de duração, muitos vasos no olhinho sendo cauterizadas, com grandes riscos de hemorragia, glaucoma e outros. O pôs-operatório, super difícil! Eram 6 colírios por dia sendo pingados em vários horários diferentes ao longo do dia (tivemos que fazer uma planilha de colírios)… Ela não podia chorar, fazer força pelo risco de hemorragia (e ela urrava de chorar!!!)… Não podia cair água no olho e nem ter contato com ninguém pelo risco e infecção! Depois de 2 meses, vencemos essa fase de pôs operatório! Glória a Deus! E então veio o outro desafio: o estímulo visual. No dia em que a Isabela completou 2 meses, o oclinhos chegou e eu na mesma hora comecei com o tampão. Dureza… Porque ao tampar o olho esquerdo, eu passava a tornar minha filha em uma deficiente visual! a visão dela era baixíssima… Eu embaçava o mundo para ela e ela “se fechava”, ficava triste, chorava e dormia! Não posso simplesmente colocar o tampão e virar as costas… Preciso brincar com ela, 2 horas por dia (estando eu disposta ou não, cansada ou não, feliz ou não) mostrando coisas para ela ter a oportunidade de usar e desenvolver a visão. Após quase 2 meses de luta diária, choro e também alegria, a visão dela “não evoluiu, deu um salto!!!”- palavras da ortoptista. Hoje, continuo essa batalha, mas já está mais leve, já tem sido realmente uma diversão estimula-la, uma brincadeira. E como você disse, eu nunca poderia sentir o gosto da conquista, da vitória, sem passar pela luta… Enfrento o desafio do estrabismo também, com a possibilidade de realizar o botox ou até uma cirurgia (mas tenho fé em Jesus de que não será necessário)! Enfrento também a preocupação começo desenvolvimento motor, pois a visão é crucial no processo… E por volta de 2 anos ela terá que fazer outra cirurgia para colocar uma lente definitiva no lugar do cristalino, o que irá ajudar mais ainda no desenvolvimento da visão. Também me pego no conflito de “mãe cuidadosa x superprotetora” e amei o exemplo da tulipa.
    Gostaria de te agradecer por ter tocado tanto meu coração e te pedir desculpa por ter escrito um comentário tão grande aqui!
    Uma abraço,
    Luísa

    • carolrivello disse:

      Oi Luísa! Sua pequena com certeza vai te mostrar como a vida é Bela 🙂 É realmente bem cansativo todo o processo de procura por médicos, horários para o tampão, colírio… Mas que bom que vocês não desistiram, foram atrás, e estão lutando pelo desenvolvimento dela. Por mais que aquelas duas horinhas com o tampão ela tenha menos controle motor, pode ter certeza que o benefício é muito maior que malefício. Estamos aqui na torcida por vocês. Um grande beijo! (ps: você é de Floripa também?)

      • Luisa disse:

        Carol,
        somos de BH, MG!
        Obrigada pela força e carinho!
        Bjos em você e na pequena Alice!

  10. Janete Nunes Pires Rudolfo disse:

    Oi Luisa, adoro acompanhar o desenvolvimento da pequena Alice. Fico torcendo por vocês.Muitas felicidades e um grande beijo pra Alice.

    • Luisa disse:

      Janete,
      agradeço também a sua torcida.
      Hoje foi um dia de vitória… Minha Bela ficou alguns segundos sentada sem apoio e também conseguiu rolar de supino para prono sem a minha ajuda! É uma sensação indescritível a de vê-la desenvolver… A Carol sabe o que estou falando!
      Bjo grande

  11. MARIA APARECIDA CINTRA disse:

    CAROL FICA TÃO FELIZ POR VCS É MT GOSTOSO VER ESTE PEQUENOS COM TANTA VONTADE DE APRENDER O MEU LIPHE A CADA DIA APRENDE ALGO NOVO, MAS FICO C MT MEDO É A 4 INFEÇÃO COM 10 MESES AGORA É PNEMUNIA SOFRO MT EM VELO DOENTE .DA UM BEIJO NA ALICE POR NÓS…..

  12. Fabiane disse:

    Carol, andar com essas pernas esticadas faz parte do desenvolvimento neuro-funcional!
    Matthias repete esses movimentos nas terapias da dona Beatriz Padovan!
    … leia sobre o metodo padovan! e acompanhe se Alice faz todos as fases!!
    Estamos amando!
    beijos em vcs duas! ah te mandei um contato via msg! té o feriadaaaaaoooo em Santa e Bela Catarina!

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