Nossa Vida com… Inclusão!

Vocês sabiam que em vários parquinhos a Alice pode ser convidada a retirar-se de uma piscina de bolinhas? Isso porque muitos deles possuem uma placa que diz “não recomendamos os brinquedos para pessoas com deficiência”. Percebam que não estão proibindo, mas este termo dá liberdade para os profissionais que lá trabalham vetarem a entrada da Alice. E muitos o fazem.

Fenômeno semelhante está acontecendo com a Meta 4 do Plano Nacional de Educação que fala, resumidamente, sobre o direito de pessoas com deficiência frequentarem a rede regular de ensino. Existe uma proposta para que seja incluída a palavra “preferencialmente” nesta frase. “Ah Carol, mas é só uma palavra!” Amigos, se hoje em dia que não existe este termo, conseguir vaga para a Alice em escolas regulares já é difícil, imagine com a inserção dele? É um retrocesso triste, desesperador. #desabafo

Sei que muitas pessoas não vão entender minha posição, sei que alguns irão discordar. Encorajo que leiam mais sobre o assunto, se inteirem. Não sou ingênua, sei que a inclusão escolar hoje em dia no Brasil está longe de ser ideal. Mas o cenário só melhora com o tempo, sem retrocessos.

Para mostrar para meus queridos leitores que a inclusão escolar é um desafio, mas não é impossível e vale a pena, decidi criar uma série nova aqui no blog, chamada “Nossa vida com Inclusão“. O primeiro video da série traz a querida Ana Luisa (filha da Sheyla Dutra), que estuda na rede regular de ensino, mostrando como ela e seus amigos saem ganhando com esta realidade. Espero que gostem 🙂

A Ana Luisa é uma linda, não acham? Achei tão parecida com a Alice! Parecia que estava vendo a bebê pig no futuro 🙂

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23 comentários sobre “Nossa Vida com… Inclusão!

  1. Christiane disse:

    Demais!!!! Manda isso para os senadores que participaram da audiência, Carol!!! Está muito bom!!!! Diga que você é mãe, que acompanhou a audiência e que está preocupada e que escreveu esse texto no seu blog!
    lindbergh.farias@senador.gov.br; alvarodias@senador.gov.br; rollemberg@senador.gov.br; eduardo.suplicy@senador.gov.br; cyro.miranda@senador.gov.br; inacioarruda@senador.gov.br;
    cristovam@senador.gov.br

    BEijos e nos conta a reação dos gabinetes!!!

  2. Camila disse:

    Parabéns, Carol! Me emociono todos os dias com a Alice e com os amiguinhos que você coloca aqui! Obrigada por mostrar tanto amor e nos ensinar tanto, amo a Alice!

  3. André de Moura Soares disse:

    Vou encaminhar o seu texto para o pessoal da Federação Nacional. Ontem, escrevi um texto sobre o mesmo tema no Saber Melhor. Realmente, o “preferencialmente” é a porta de entrada para a exclusão. Vou compartilhar no face também. Mais uma vez, parabéns pelo seu Blog. Você está cumprindo a missão de promover a inclusão e de cuidar da sua filha de uma forma muito madura e digna.

  4. Adriana Alves disse:

    Olá Carol, não tenho dúvida alguma que realmente foi escolhida para uma grande missão. Exatamente no dia 17/10 encontrei seu blog, e ele me fez chorar muito, abriu meus olhos e me deu uma direção. Tenho uma bebê que está com três meses, ela é mais que especial pra mim, tem síndrome de Down tb. Porém eu havia fechado meus olhos e meus ouvidos e não queria de forma alguma acreditar. Foi qdo no dia 17 do mês passado fui em uma terceira médica e ela falou a mesma coisa sobre a minha Duda (Maria Eduarda) chorei muito qdo cheguei em casa. Comecei a pesquisar mais e mais e achei vc e a Alice, me apaixonei no mesmo instante, e qdo vi a bebê pig na apae, me abriu a mente na mesma hora liguei para apae aki da minha cidade e marquei uma triagem. Fomos muito bem recebidas lá eu e a Duda, já terminamos a triagem e estamos aguardando para ela começar os estímulos. Nada acontece por acaso sei fomos escolhidas para cuidar desses anjinhos tão especiais… Ainda me pego chorando, porém amo demais a minha Duda e isso me da forças…
    Um grande abraço

  5. Fernanda Rabelo disse:

    Maravilhosooooo.. ficou mesmo muito bom! A Ana Luisa é muito linda mesmo. Parabens aos pais e professores pelo grande trabalho com ela. Todos os dias escuto de algum amigo ou parente que a a Alice é especial ou deficiente. Sabe não consigo imaginar isso, eu vejo uma criança normal, uma criança como outras que a gente vê todos os dias, umas são gordinhas,outras usam óculos, umas são bem magrinhas, umas mais altas e outras bem baixinhas….Então a Alice é mais uma criança como tantas outras… o que ela precisa? De muito amor, carinho e paciência para fazer tudo. E qual criança não precisa?

  6. Renata Castro disse:

    Carol, a inclusão é benéfica para todas as crianças !!! Conviver com crianças especiais desde da primeira infância derruba o preconceito, estimula a amizade e desmistifica uma serie de questões mal resolvida na vida adulta. Meus filhos estudam apenas em escola inclusivas (inclusivas de verdade) onde amigos especiais sao muito bem vindos !!! Ha muitas “Anas Luisas” la … aprendendo, dançando, cantando, bagunçando e sendo muito felizes !!!
    Uma vez perguntei a uma dessas crianças o que ela gostaria de ser quando adulta? – Professora, claro respondeu na lata !!
    E ontem vi uma professora down que lançou um livro http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/09/08/professora-com-sindrome-de-down-lanca-livro-de-fabulas-no-rn.htm !!! Pensei na garotinha na hora !!! Seu sonho é um projeto, graças a inclusão !!!!

  7. Heloísa Sobral Martins disse:

    É inspirador! Somos responsáveis pelo futuro de nossos filhos e dos filhos daqueles que não tem a sindrome,pois, ensinaremos ao mundo que eles são plenamente capazes e que o meio pode ser muito melhor se eles estiverem incluídos, temos todos muito a aprender e progredir!!! Digamos Não ao retrocesso!!! Fico emocionada com o blog e aliviada também em saber muitos verão e se esclarecerão através dele com um dia eu fiz!!! Obrigada Carol!! Super beijo na Alice!!!

  8. Beatriz disse:

    Eu nunca tinha me atentado para essa frase nos brinquedos. Como pode? É com coisas assim que as crianças aprendem a ser preconceituosas, ou ainda, a não saberem lidar com as diferenças.

  9. Ana Claudia disse:

    Carol, parabéns! Que ótima idéia esta série sobre a importancia da escola para todos e com todos. Como disse, este não é um assunto que diz respeito somente às familias de pessoas com deficiência. A Comissao de Educação do Senado vai decidir sobre um assunto fundamental para educação do país: com ou sem segregação. E isto diz respeito às familias do Brasil inteiro!

  10. Karine disse:

    Fiquei tão emocionada Carol! Acho que sempre vemos nossos filhos no rostinho dessas crianças. O seu blog me ajuda a ter forças pra seguir na luta. Inspirador! Parabéns!

  11. Thatiana Almeida disse:

    olá!
    acompanho o site e a trajetória da Alice e de sua família desde que foi postado no site do Crescer. E desde esse dia vejo , leio sempre as histórias, relatos, me emociono bastante. Sinto que já conheço a Alice. Quero dar PARABENS para a mamãe da Alice, a Carol, devido toda a sua garra, perseverança, luta, fé em lidar com todas dificuldades que uma mãe. A Alice poderia ter nascido em qualquer lugar do mundo, mas ela foi abençoada de ter nascido com voce e sua familia. Muita força, muita Fé, muita saude para voce e toda a sua familia abençoada.

  12. Cláudia Regina disse:

    Linda a Ana Luisa!!! E o teu trabalho Carol, ficou demais… É tão legal ver que você e a Alice tão ajudando tantas mamães como a Adriana Alves. Sem dúvidas você foi escolhida pra ser além da mãe da Alice, uma transmissora de informações tão importantes! Nada é por acaso, papai do céu deve ter muito mais planos pra você, e eu estarei acompanhando!

  13. Neila Sabino disse:

    Questão polêmica! Seria maravilhoso que todas as crianças com deficiência pudessem frequentar a escola regular, mas uma escola regular realmente inclusiva, que preparasse o indivíduo para a vida, para a cidadania. Depois do Arthur (meu bebê com SD) esse também passou a ser meu sonho. Porém penso que crianças com deficiências severas seriam mais beneficiadas em escolas especiais que também as preparassem para a vida e para a possibilidade de serem inserias em escolas regulares. Mas concordo que a inserção da palavra “preferencialmente” trás embutido a possibilidade de interpretações dúbias e talvez a ideia de se empregar menos esforços em instrumentalizar as escolas regulares para a inclusão de qualquer aluno com necessidades especiais. Parabéns pela nova série. Você tem feito um ótimo trabalho. Também fui contagiada com essa energia boa e as informações obtidas aqui tem me ajudado nas estimulações do meu garoto. Bj

    • carolrivello disse:

      Oi Neila! Eu promovo e acredito em um mundo onde as possibilidades não sejam excludentes. Acredito e respeito em lugares que possuam atendimento especializado, atuando juntamente com a escola regular munida de profissionais mediadores. Que bom que você curte o blog, beijos!

  14. Giuliana Pistori de Lira disse:

    Olá, Carol!
    Acompanho seu blog já faz um tempo e quero muito compartilhar minha história com você.
    Sou professora de um colégio bem conhecido aqui em São Paulo. Minha história com o seu blog aconteceu durante a gravidez. No exame morfológoco do primeiro trimestre, a translucência da minha filha estava bastante alterada. Bom, saímos atônitos do laboratório, tentando assimilar a notícia de que a nossa tão esperada filha poderia ter síndrome de Down. Eu e meu marido optamos por não fazer nenhum exame invasivo, combinamos com o médico que faríamos somente se fosse indispensável para a saúde do bebê. Portanto, a gravidez transcorreu tranquila, do ponto de vista clínico, mas muito difícil emocionalmente. Como sou professora, tenho uma experiência mais próxima com crianças portadores de necessidades especiais. Inclusive com resultados fantásticos de evolução. Mesmo assim, foi tudo difícil e diferente de uma gravidez “idealizada”. Quando nossa filha nasceu, a pediatra veio no meu ouvido dizer que a nossa menina não tinha nenhum marcador próprio da síndrome de Down. Nasceu grande e muito parecida com o pai, quase uma miniatura. Rs…..
    A partir desse momento, curtimos a Itália, com todas novidades que o lugar tinha para nos oferecer. Acontece que fiquei muito curiosa para conhecer a Holanda, aí que a nossa história se cruza, por meio do seu blog, acompanho a vida de vocês com a Alice e me apaixono cada vez mais por esse país, que tem tantas desafios, mas também tanta superação e alegria.
    Se eu morasse perto de você, faria de tudo para minha filha Esther brincar com a sua Alice. Sabia que coloco em prática com ela suas dicas de estimulação? Ela ama e demonstra muita empolgação.
    Desculpe por escrever tanto, mas faz tempo que quero expressar meu respeito pela sua família e profunda admiração pela Alice, que é maravilhosa, e sim, tem o nariz mais lindo do mundo.
    Um Terno abraço,
    Giuliana
    PS: quando vier a São Paulo, quem sabe nos conhecemos. Eu ia amar.

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