Tô famosa! #02

Opa! Nossa que sumida que ando daqui 🙂 Alicinha anda com uma virose chatinha nos últimos dias, eu cheia de trabalho… e aí já viu né? Inspiração vai por água abaixo. Mas mesmo com o blog meio paradinho, nossa história foi destaque em alguns sites, e eu não posso deixar de contar as boas novas por aqui, com direito a uma das entrevistas na íntegra, sem edição.

Saímos no super cool Hypeness:
hype

Também recebemos destaque no site fofo da Glamour:

glamour

O pessoal da record contou nossa história no r7:

r7

E, por fim, saímos na página inicial do Terra.com.br. Uau!

Screen Shot 2014-04-30 at 8.35.48 PM

E como prometido, segue a entrevista que dei para a querida jornalista Nathalia Ilovatte, do r7, na íntegra:

– No post em que você conta a descoberta da SD da Alice, fala que vez ou outra ainda se imagina “na Itália” e pensa como tudo seria mais fácil se tivesse chegado onde idealizou. Dá para perceber que esse post é antigo, por isso, gostaria de saber se com o tempo esse questionamento desaparece.

Com o tempo, tenho me identificado um pouco menos com esta analogia e me sentido cada vez menos na Holanda. Tenho refletido, e penso que toda mãe, ao entrar no mundo da maternidade, compra um bilhete para a “Itália”, mas vai parar em um lugar completamente diferente! Ela pode ter comprado um bilhete que especificava um filho menino e aterrizaram gêmeas meninas no seu colo. Comprou um ticket para um parto na água, e aterrizou em uma cesárea de emergência. E no final das contas, não importa onde você aterriza, o que importa é como você desfruta a sua caminhada neste mundo novo e único.

– Quais cuidados extra uma criança com SD demanda?
É complicado generalizar, pois cada indivíduo com síndrome de Down possui suas próprias características. A Alice, por exemplo, nasceu sem cardiopatia, que é comum em bebês com a trissomia. Existem alguns materiais que falam um pouco mais sobre as questões que um profissional de saúde deve saber ao atender uma criança com síndrome de Down, então prefiro me ater àquilo que eu tenho mais experiência, que é minha convivência com a Alice. Como cuidados extras que eu tenho com ela posso citar: fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. Algumas crianças com SD também se beneficiam de atividades como natação, equoterapia, psicopedagogia.
– Você não teve tempo de se preparar para cuidar de uma criança com SD. Então, quais foram as primeiras orientações que recebeu? O que te ajudou a entender melhor o que estava acontecendo no início?
Receber a notícia da síndrome de Down após o nascimento possui alguns pontos positivos, mas com certeza também traz uma sensação de despreparo enorme. Mas pensando bem, acredito que certas etapas na vida nós só nos preparamos quando chegamos nela. O mesmo acontece com ter um filho: por mais que você se prepare na gravidez, somente após a chegada dele você se capacita de fato para aquele desafio. Talvez o que tenha me preparado para entender o que estava acontecendo foi a educação que recebi da minha família, que é de enfrentar de frente o que a vida nos trás, tentando sempre ver o lado positivo do que nos acontece.
– Recentemente você contou que a Alice começou a ir à escolinha. Quais foram seus critérios para escolher uma boa escola?
Uma professora carinhosa e experiente, uma sala limpa, ampla e com brinquedos educativos, um bom método pedagógico e poucos alunos por turma foram alguns dos meus critérios de escolha. O fato da escola ser perto de casa e ter a vovó trabalhando lá também colaboraram para a decisão. 🙂
– O que significa, na prática, a escolinha promover a inclusão, e como os pais podem observar se isso ocorre?
Inclusão é perceber que todos nós somos iguais em nossas diferenças. É prestar atenção nas particularidades, pontos fortes e pontos a serem melhorados da Alice, mas também de todos os alunos. Todos os alunos são importantes merecem este tipo de respeito. Você pode perceber se seu filho está sendo bem acolhido na escola se ele participa das atividades junto com os colegas, acompanha o curriculum, se o conteúdo e a estrutura são acessíveis, entre outros sinais positivos.
– Você percebe que pais de crianças que não têm SD tratam a interação entre os pequenos com naturalidade? Você já precisou tirar dúvidas de alguma criança ou conversar com algum pai sobre a Alice e a SD? 
Talvez dependa um pouco do contexto onde esta interação ocorre. Na escola, como os outros pais já estão conhecendo melhor a Alice, existe um clima bom de naturalidade. Já precisei tirar dúvidas de crianças e adultos inúmeras vezes, e gostaria de ser mais natural e leve nas minhas respostas. Talvez isto venha com o tempo.
– O que você acha que a Alice te ensina de mais valioso?
Ultimamente tenho percebido que desenvolvido mais empatia. Procuro sempre me colocar no lugar do outro, tentar compreender suas motivações. Por causa dela, procuro ser uma pessoa melhor, ter mais consciência social e ambiental.
– O que costuma dizer a pais que acabaram de saber que o filho tem SD e ainda estão “perdidos” no assunto?
Tenho pensado em escrever um post justamente sobre isso, dizendo: “Calma, as coisas vão se acalmar. Todo esse nervosismo, ansiedade e medo que você está sentindo agora dará lugar a alegrias e muito amor.” Parece cliché, mas é algo que eu adoraria ter ouvido assim que a Alice nasceu.
– O blog te ajuda nessa jornada? De que maneira?
Recebo tantos emails de pessoas dizendo que o blog NVCA as ajuda, mas a realidade é que eu também me beneficio muito com o site. Muitos posts que eu escrevo servem como um desabafo, e isto me ajudou muito, principalmente no início. E com o blog eu fiz muitos contatos e amizades, e isso também com certeza ajuda na minha jornada.


Espero que tenham gostado das matérias! Fico feliz de poder contar a nossa história para as pessoas, mas sei que diversos leitores do NVCA tem relatos muito emocionantes para contar também. Por isso curto tanto postar “Nossa vida com…” por aqui. Falando nisso, semana que vem tem mais um relato vindo! 🙂
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4 comentários sobre “Tô famosa! #02

  1. Lívia disse:

    Conheci o blog através do Hypeness. Nem precisa dizer que me apaixonei, né?
    Espero que a alegria que eu sinto ao ler o blog possa chegar até vocês.

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