Nossa vida com… Isadora!

Opa, mais um post “Nossa vida com…” 🙂 O texto dessa semana me emocionou, pois pela primeira vez ele não foi contado pela mãe, e sim por uma irmã! Me encantei com o carinho que a querida Letícia me procurou, querendo fazer uma surpresa para sua família e contar a sua história com a Isadora, sua irmã mais nova.

isadora

“É uma história um tanto quanto complicada e graças a Deus com um final feliz. Bom, em 2003 minha mãe (Ana) resolveu fazer uma cirurgia para não ter mais filhos, pois ela já estava com uma idade mais avançada, depois de 1 ano e 6 meses (mais ou menos) dessa cirurgia aconteceu algo que realmente não esperávamos. Tivemos a notícia de que teríamos mais um membro em nossa família.

Foi uma notícia que nos deixou um pouco assustados, mas felizes. A gravidez de minha mãe não foi nada tranquila, pois como ela já havia passado por essa cirurgia houve algumas complicações. Aos 7 meses de gestação, minha mãe já não aguentava mais, sua pressão estava sempre muito alta, assim deixando em risco a si mesma e a do bebê. Com 7 meses de gravidez veio ao mundo Isadora.

Durante a gestação minha mãe fez exames para averiguar se o bebê viria com alguma síndrome, mas todos deram negativos. Após o parto, a médica veio dar a notícia de que Isadora havia nascido com SD. Depois de dias na encubadora Isadora finalmente foi para casa, onde foi recepcionada com várias visitas e com muito amor de sua família.

Com 1 mês de vida, Isadora já estava frequentando fono e até hoje ela frequenta, desde muito cedo minha mãe corre atrás de vários meios para ajudar no estimulo de nossa pequena. Hoje com 8 anos, Isadora estuda em um colégio convencional, faz judô, natação, fono, psicopedagoga e brinca MUITO! É uma criança muito ativa e esperta. Sempre pega as coisas com muita facilidade. Tenho muito orgulho de ter uma pessoa com SD em minha família. Tenho certeza de que um dia ela irá ler isso e se sentir muito amada.

Pra mim, Letícia Gabriela, se fosse para escolher entre pessoas sem SD e pessoas com SD eu escolheria uma população cheia desses anjos! Pois o carinho que eles transmitem é algo excepcional!

Fica aqui um pouquinho da história da Isadora, o meu maior amor.
Um grande beijo de sua irmã, Letícia.”

Demais, né pessoal? Espero que a história tenha acalentado o coração das mães que possuem mais de um filho, com e sem SD. Com carinho tudo dá certo! Abaixo na galeria várias fotos Isadora 🙂

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8 comentários sobre “Nossa vida com… Isadora!

  1. Luciana Gontan Albiero disse:

    Boa noite carol! Minha Elisa tem 6 meses e acabei de escrever meu depoimento. Acho fantástico o teu blog e acho que chegou o meu momento de ajudar outras pessoas, assim como tu o faz de forma tão especial. Beijos com muito carinho, Luciana.

    Fui mãe muito jovem de dois filhos lindos, Amanda e Gabriel, frutos do meu primeiro casamento. Hoje a Amanda já está com 21 anos, cursando Fisioterapia e fazendo Intercâmbio em Chicago (USA), pelo programa Ciências sem Fronteiras. O Gabriel, com 18 anos, cursa o primeiro semestre do curso de Administração. Extremamente amados desde sempre, mas ambos não foram planejados.

    Em 2006, conheci o grande amor da minha vida e decididamente tive muita vontade de ser mãe novamente. Dos 36 aos 38 anos ficamos amadurecendo a idéia. Meu marido ainda não tinha filhos e apesar de ser um verdadeiro pai para Amanda e Gabriel, queria muito ter um que fosse só NOSSO. O medo que desse algo errado me assombrava e lia muito sobre os riscos de uma gravidez pós 35 anos. Confesso que a Síndrome de Down sempre foi meu maior medo, inclusive nas minhas gestações anteriores quando eu era muito jovem. ( ignorância e preconceito) Orava diariamente e pedia ao Senhor: “ Se for para eu gerar um filho saudável e perfeito, que venha para unir ainda mais a nossa família, que seja feita a Vossa vontade.” Contrariando todas as estatísticas, aos 38 anos e 20 anos tomando remédios contraceptivos, em apenas dois meses de tentativas Elisa já estava à caminho.

    A Gravidez foi perfeita do início ao fim. Lembro nitidamente de como fiquei nervosa antes do exame de Translucência Nucal. E a médica com largo sorriso no rosto me disse: “TN 1,1, presença de osso nasal e etc… Esse exame é um divisor de águas para as síndromes.” Saímos do consultório radiantes. O Senhor nos abençoou.

    Realizei todos os exames possíveis e sugeridos pelo médico, Morfológicos, 3D, Ecocardiograma fetal….todos normais.

    Marcamos a cesárea para o dia 18/11/2013, porque eu queria fazer laqueadura. Numa segunda-feira para o papai ficar toda a semana com a gente. Mas a nossa pitoca, resolveu se antecipar e na noite do dia 14/11, véspera de feriado comecei à sentir contrações mais freqüentes. Na manhã do dia 15/11/2013, com 38 semanas e 3 dias de gestação ligamos para meu obstetra e o mesmo nos disse:” Encontro vocês na maternidade em 30 minutos. Leva a mala da Elisa…”

    Quanta felicidade! O fruto do nosso AMOR estava chegando….

    O parto foi angustiante. Dona Elisa já estava encaixada para parto normal e o médico teve que fazer uma manobra para que ela nascesse de cesariana. Nem vou comentar aqui, tudo o que poderia ter acontecido. Minha filha já era uma guerreira. Elisa nasceu roxinha, demorou para chorar, apgar 8 e em 5 minutos o apgar já foi10. Uma gorducha linda, 3kg735 e 49 cm.

    Logo que olhei para e notei que ela era diferente dos meus outros filhos. Mesmo o pai tendo os olhos puxados, na nossa primeira troca de olhares, percebi que ela era especial. Não queria acreditar na minha suspeita.

    Durante o tempo na sala de recuperação, não parava de olhar para ela e para a outra bebê da mesma sala que sugava o peito da mãe com vontade,enquanto que Elisa, dormia no aconchego dos meus braços. Mal sabia eu que o pai já tinha ouvido do médico a suspeita da síndrome e preferiram não me contar naquele dia.

    Durante toda a noite na maternidade, indagava meu marido: “Tu não acha que ela tem os olhos, meio puxados?” Percebia ele nervoso, mas sempre me desconversava. Todas as pessoas que me visitaram, nenhuma percebeu nada.

    Na tarde do outro dia, o pediatra finalmente foi no quarto. Realizou os testes na Elisa e ela fez todos direitinhos. E eu , com uma angústia danada, perguntei: “Está tudo bem?” . Antes do médico me responder, meu marido me olha e diz: “ Preta, pergunta para ele o que realmente tu quer perguntar.” Não sei descrever com precisão o que senti naquele exato momento. Não queria acreditar que a minha suspeita era real. O médico me olhou e disse: “O que tu quer saber?” Eu falei: “ Achei ela com os olhinhos meio puxados, característicos da síndrome.” E ele: “ O que mais?” Eu tremendo: “ Percebi ela mais molinha, quietinha…” Ele totalmente despreparado me disse: “ Mãe, tudo o que você observou, nós também percebemos. Mas ela não tem todas as características. Antigamente dávamos o diagnóstico à olho nu. Hoje somente depois do exame de cariótipo. Realmente não sei te dizer se ela tem.”

    O médico saiu do quarto e já desabei instantaneamente. Chorei sem parar, nos abraçamos e recebemos alta do hospital no mesmo dia, mesmo sendo cesariana.

    Não queria ver ninguém, não queria conversar com ninguém. Sensação indescritível do chão se abrir e um prédio de dez andares desabar na minha cabeça. Perdi 12 kg em 15 dias. Só sabia chorar e imaginar um futuro de preconceitos pela frente. Recebi apoio incondicional do meu marido, dos meus filhos e de toda a família.

    Foi longa e angustiante a espera do resultado deste exame. Confesso que no fundo tinha uma esperança de dar negativo, pois Elisa começou a se desenvolver muito bem. Mesmo vivendo meu luto intensamente, não desisti de amamentar e com muita persistência Elisa teve uma sucção perfeita. Antes mesmo de receber o resultado do cariótipo que levou mais de dois meses, mergulhei e me encantei pelo Universo Down e iniciei as estimulações na Elisa. .( Não tenho vergonha de dizer que era uma ignorante no assunto, mesmo sendo psicopedagoga) Por isso , quando veio o resultado, não tive mais o choque do resultado da trissomia . Já estava totalmente apaixonada por ela e convicta de que DEUS nunca me abandonou. Nos mandou SIM, uma filha perfeita e saudável. Que veio para colorir meus dias, me transformar e me fazer uma pessoa melhor.

    A Luciana controladora de tudo, imediatista e perfeccionista, não existe mais. Junto com a minha doce ELISA, nasceu uma Luciana que está descobrindo a felicidade nas pequenas conquistas do dia-a-dia. Uma Luciana que está sabendo dar valor, ao que realmente tem valor. Uma eterna aprendiz, que levou quase 40 anos para aprender que os desígnos de Deus, jamais são negativas de Deus. Que TUDO tem uma razão de SER.

    Ainda é extremamente difícil algumas questões com o futuro. Afinal, são apenas 6 meses de um giro de 360 graus na minha vida, mas estou tentando, repito TENTANDO viver um dia de cada vez.

    E se me perguntarem se eu pudesse voltar no tempo???? Faria TUDO novamente, para ter a minha ELISA igualzinha, do jeitinho que ela é.

    Elisa, meu doce mais doce. Te amo com todas as minhas forças…

    Date: Thu, 29 May 2014 16:20:36 +0000 To: lucianalbiero@hotmail.com

    • Em Nome dos Pais de Múltiplos disse:

      Eu amaria a minha filha como vcs amam a de vcs caso tivesse uma lindura como a Elisa 🙂 Saúde, paz e harmonia para todos vocês!
      Eu tb chamo minha esposa de “Preta” 🙂

  2. Em Nome dos Pais de Múltiplos disse:

    Lê-se “sou feliz” no rosto dela. É o que importa 🙂 Nada mais
    Saúde para todos vcs.

  3. Taty disse:

    Eu conheci a Isadora e a irmã dela tb e mãe ainda a gente só se fala pelo telefone, mas a Isa e muito encantadora mesmo, qdo ela foi em casa nos visitar foi a primeira criança com sd que conheci a minha bebe Maria Clara estava com dias ainda, acho que com 15 dias devida e estava preocupada não sabia como ela ia crescer se desenvolver mas depois que conheci a Isadora minha expectativa mudou vi que eles podem viver uma vida normal como qualquer outra crianca e ter um futuro brilhante. Beijos a família da ISadora ela me ajuda muito a mãe dela um mulher guerreira

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