Educação amorosa e Disciplina Positiva

Educar um filho com disciplina positiva pode ser complicado. Afinal, quebrar antigos paradigmas, sair do lugar comum e repensar tudo aquilo que você acreditava ser certo (ou pelo menos normal) é sempre um desafio. Mas eu sempre tive essa mania de refletir sobre tudo e com a educação da Alice não foi diferente. Antes mesmo de engravidar eu já era contra violência física, principalmente como recurso educativo voltado para crianças. O que eu não sabia é que existem tantas maneiras e mecanismos de educar de forma inversa a isso, combinando disciplina e afeto.

(Uma pausa para uma explicação necessária: não quero aqui impor minha forma de educar a ninguém, não sou especialista nisso e acho que nem é o foco deste blog. Sou mãe há tão pouco tempo, e tenho tanto a aprender… Este post é para quem já acredita na ideia de que podemos educar nossos filhos sem recorrer a violência, ou tem vontade de mudar e não sabe como. :))

Voltando ao assunto: mas se na teoria falar sobre paciência e compreensão é fácil, nós sabemos que na prática é muito mais complicado. É filho indo colocar a mão na panela quente, é uma montanha de roupas para lavar, são contas se acumulando para pagar, irmão mais velho chorando por atenção… Quando você vê, está completamente assoberbada e o jogo de cintura para lidar com um “chilique” do seu filho *puf!* desaparece.

Além disso, de maneira geral, educar um filho com deficiência pode deixar este processo mais desafiador ainda. É um conjunto complexo de fatores: uma comunicação que pode não ser tão eficaz devido um atraso no processo de fala, uma rotina com terapias que pode muitas vezes esgotar uma mãe, uma possível deficiência intelectual mais acentuada, que compromete a compreensão… Ou seja, se normalmente as famílias precisam de suporte e orientação para conseguir colocar em prática uma disciplina afetuosa, para mães/pais de filhos com deficiência esta rede de apoio se torna imprescindível.

Nem vou me arriscar a dar dicas sobre esse assusto por aqui, pois estou apenas começando a aprender sobre isso. Mas existem vários locais onde encontramos orientações sobre como praticar uma criação com apego e respeito: blogs, grupos de discussão, livros, que esclarecem que educar com respeito vai muito além de “não bater”. É ter empatia com os sentimentos dos nossos filhos, ser respeitoso com a alimentação de nossas crianças, é pensar bem nas palavras que usamos… Para você que teve paciência de ler meu post até aqui, então ficam duas dicas de lugares que tenho buscado inspiração neste sentido recentemente.

educar_sem_violenciaPrimeiramente o livro “Educar sem violência – Criando filhos sem palmadas” das autoras Ligia Sena e Andreia Mortensen. “Com artigos científicos, experiências pessoais e depoimentos de mães e pais, as autoras mostram que a disciplina positiva pode levar nossos filhos muito mais longe (e felizes).” (resumo da revista Crescer).

E tem também o ótimo blog “Paizinho, vírgula!” do Thiago, pai do Dante. “Thiago Queiroz é marido, pai e engenheiro. Após o nascimento de seu filho, passou a se envolver, ativa e intuitivamente, com a Criação com Apego. Sua logo_paizinho_h250pxdedicação à paternagem o levou a criar o grupo Criação com Apego no Facebook, oferecendo apoio e acolhimento virtual (e, muitas vezes, também presencial) a muitos pais. É também autor do blog Paizinho, Vírgula!, um dos poucos blogs atuais escritos por pais em busca de uma forma mais amorosa e conectada de criar os filhos.

Ah! E para quem é de Floripa, amanhã será o lançamento do livro Educar sem violência na livraria Saraiva do Shopping, com direito a sessão de autógrafos da autora Ligia aka Cientista que virou mãe. 🙂

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2 comentários sobre “Educação amorosa e Disciplina Positiva

  1. Deisy Aguiar Elias disse:

    pena que estou longe, queria ir ao lancamento da Ligia. Realmente Carol, nao E facil seguir esses principios, mas tenho um combinado com o marido, quando eu perco a paciencia ele assume a cena e vice-versa. Tem funcionado, felizmente posso disser que em 3 anos e 5 meses de maternidade nunca ouve um grito, uma palmada ou um castigo fisico. Respirar, refletir, explicar, voltar a respirar, sempre he he

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