Caindo pelas tabelas

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Na imagem: desenho da alice presa dentro das barras de uma tabela de desenvolvimento.

Quando ele vai olhar para mim? Quando ele vai sorrir? E “mamãe”, com quantos meses ele irá falar? Quando se é pai de primeira viagem, todas essas dúvidas são muito comuns, e as famosas tabelas do desenvolvimento servem como um bom guia para nos oferecer uma noção geral do que é uma evolução típica. Estas referências também são úteis para indicar se algo não está correndo bem, e iniciar o quanto antes a estimulação essencial, aproveitando um momento único de plasticidade cerebral.

Mas e quando algo que foi feito para nos orientar de forma geral, oferecendo uma noção básica de desenvolvimento, apontando eventuais áreas onde podemos oferecer estímulos direcionados e saudáveis, começa a se tornar um grilhão? E todo e qualquer pequeno atraso já serve como motivo de aflição e desespero? E quando percebemos, aquela tabela que inicialmente foi criada para nos ajudar, virou uma verdadeira prisão.

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Na imagem: Alice achando uma brecha e conseguindo escapar.

Quando recebemos a notícia que seremos pais de crianças com deficiência ou atraso no desenvolvimento, o perigo de nos atermos excessivamente às tabelas se torna maior ainda. Nossos filhos mal nasceram e nós já indagamos aos médicos: quando ele irá andar? irá falar? dirigir um carro? Ufa! Esquecemos que mesmo com deficiência ou atraso, cada criança é única e tem um ritmo próprio, muitas vezes projetamos esta ansiedade nos nossos filhos e acabamos… caindo pelas tabelas!

Proponho uma brincadeira para aliviarmos um pouco a nossa ansiedade em relação ao desenvolvimento dos nossos pequenos: uma tabelada bem humorada e personalizada! Bolei aqui rapidamente uma para a minha Alice, e vejam que divertido.

Primeiro dia de vida: Virou o amor das nossas vidas.
8 meses: Inventa o 360º da alegria, gira sentada quando está muito feliz.
1 ano: Não joga mais a mamadeira longe quando termina de beber o suco.
1 ano: Começa a se locomover parecendo um touro.
1 ano e 7 meses: Come todos o gizes de cera da casa.
1 ano e 9 meses: Começou a engatinhar no estilo moon walking, de ré.
1 ano e 9 meses: Começou a falar em código morse.

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Na imagem: Alice se divertindo, usando as linhas do gráfico como um escorregador.

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