Reconhecendo potenciais

(Texto publicado originalmente no blog Janela com Vista. Confira o belo projeto Outro Olhar, criado pelo Instituto Alana)

Com o tempo seu filho vai crescendo e vocês vão se conhecendo melhor. E você vai notando que ele tem suas preferências e aptidões. Aqui em casa, por exemplo, tenho notado que a Alice tem o ouvido bom e gosta muito de música. Ela canta junto com suas canções preferidas (na base do enrolation, mas canta) e só de ouvir o primeiro riff de guitarra de uma música ela já começa a balbuciar o refrão. Esse seu lado musical tem sido um bom aliado no desenvolvimento da fala.

O legal de ir descobrindo do que o seu filho gosta é que você pode aproveitar isso para interagir de uma maneira divertida com ele. Seja brincando, estimulando ou educando (se é que esta tríade possa ser separada :)) Mas e como saber do que um bebê gosta? Uma boa dica é utilizar o método OWL – Observe, Wait, Listen  (observe / espere / escute). Sinais como olhos brilhando, perninhas chutando, barulhinhos com a boca –  todos esses podem ser bons indicativos.

Isso me lembrou uma ótima palestra, chamada “ O mundo precisa de todos os tipos de mentes“ da Temple Grandin, onde ela fala: “Temos que absolutamente trabalhar com todos estes tipos de mentes, porque absolutamente precisaremos destes tipos de pessoas no futuro. (…) Digamos que a criança é fixada em Legos. Vamos colocá-lo trabalhando em construir coisas diferentes. A coisa sobre a mente autista é que tende a se fixar em algo. Se um garoto ama carros de corrida, vamos usar carros de corrida para matemática. Vamos descobrir quanto tempo leva para um carro de corrida percorrer uma certa distância. Em outras palavras, use esta fixação para motivar aquela criança.”

Eu adoro essa palestra. Assim com a T. Grandin, acredito que a neurodiversidade da humanidade não somente deva ser respeitada, como encarada como algo essencial à nossa sobrevivência.

E a diversidade em aptidões não se resume aos nossos filhos. Nós, enquanto pais e mães, também temos nossos talentos. E reconhecer quais são eles é tão divertido e útil quanto descobrir o dos nossos filhos. Se você é bom com instrumentos musicais, pode explorar isso. Se você é bom em contar histórias, pode aproveitar esse seu lado. Uma das partes mais legais da maternidade é justamente essa: descobrir lados seus, e inclusive qualidades suas, que você nem sabia que existiam :)

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