Minha família existe.

É impressionante como passei a valorizar mais a minha mãe depois que tive filhos. Passei a ter muito mais empatia e compreensão pelas suas atitudes, até então nem sempre totalmente entendidas. Eu já a admirava muito, mas agora que tenho dois filhos, tenho uma noção ainda mais nítida de como ela lutou pela gente.

Minha mãe batalhou pra caramba por mim e pela minha irmã. Meu pai não participou da minha criação, nem emocionalmente nem dando suporte financeiro. Então ela trabalhava o dia inteiro, estudava a noite, se desdobrando em mil para sustentar o lar e nos educar. Minha tia-avó (minha segunda mãe, praticamente) ajudou muito na minha criação, formando nosso núcleo familiar. Isso mesmo, o núcleo da minha família consistia em uma mãe, uma tia-avó e minha irmã.

E então, faltando dois dias para o aniversário dela, eu leio que uma comissão do governo aprovou a definição de família como a união de homem e mulher. Para o mundo que eu quero descer. Recapitulando então, rapidinho: “família” era minha mãe casada com meu pai, sofrendo abusos verbais e físicos? E um casal homoafetivo, por exemplo, que se respeita e se ama, não é uma família? Ué. Só eu que acho isso muito estranho?

Hoje é aniversário da minha mãe querida. Que pessoa especial! Uma mãe presente, uma vó amada, uma professora admirada por tantos alunos. Não estaremos juntas, pois ela está em uma merecida viagem de férias. Parabéns, mamãe querida! Você é demais! Todo meu respeito, admiração e gratidão por você!

Somos uma família, SIM!
E muito obrigada por ter batalhado tanto por ela.

Legenda da imagem #paracegover: Minha irmã Stella, minha mãe e eu (carol). Em cima da imagem um rabisco de tinta, onde está escrito em rosa "Nossa família existe".

Legenda da imagem #paracegover: Minha irmã Stella, minha mãe e eu (carol). Em cima da imagem um rabisco de tinta, onde está escrito em rosa “Nossa família existe”.

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2015

2015 e um profissional representante de diversas escolas de Santa Catarina, em uma manobra abominável, tenta retirar o direito à educação de crianças e jovens com deficiência, na contramão dos direitos humanos. Os argumentos usados reduzem por absoluto pessoas com deficiência a partir de premissas falaciosas e limitando o potencial dessas pessoas de forma discriminatória e criminosa. A carta redigida é tão vergonhosa, é tão surreal, que eu em um primeiro momento achei que fosse falsa.

Como bem pontuou a minha colega Gisele Fontes, o argumento de que a criança com deficiência aumenta os custos da escola não é honesto, já que a escola tem que estar preparada para a diversidade humana, que existe, inclusive, na população dos alunos sem deficiência. O fato de você ser uma instituição privada, ao invés de pública, não te exime de cumprir a lei.
Se a mesma energia e vigor que este cidadão luta para que as pessoas com deficiência não participem do ensino regular fosse canalizada para encontrar soluções positivas, para o progresso, tenho certeza de que estaríamos em um rumo muito melhor.

Eu estava ponderando se me posicionava ou não sobre esta situação, mas diante dos absurdos que tem sido falados e escritos por tais representantes, e que muitas escolas estão inclusive redistribuindo para seu corpo docente e discente, me sinto obrigada a deixar bem clara a opinião do NVCA. Somos absolutamente A FAVOR da inclusão. INFORMEM-SE! Não acreditem em argumentos falaciosos.

Se tem algo que me apavora é retrocesso.

Se tem algo que me deixa com medo são atitudes análogas ao fascismo.

A educação é um direito fundamental, universal e inalienável.

legenda da foto #paracegover: um fundo preto, com rabiscos brancos de tinta. Em cima, está escrito “chega de preconceito” com uma fonte cursiva preta.

 

Terceiro ano da alice!

capa

Legenda #ParaCegoVer: Thomas, Antônio, Alice e Carol. Estão segurando uma vela acesa com a Minnie. Na imagem uma montagem com o texto: Terceiro ano Alice.

E nossa linda e querida Alicinha completou 3 anos! 🙂 O Antônio não tem me dado folga, mas consegui achar um tempinho para pelo menos vir aqui colocar algumas fotos da festinha pequena que fizemos em casa. Escolhi fazer da Minnie (a Mimi, segundo ela) pois é uma das sensações do momento aqui com a Alicinha. Gente… como sou grata por estar ao lado dessa garotinha linda, todos os dias. E por isso faço questão de fazer festa mesmo, ainda que simples, pra comemorar a felicidade de mais um ano de sua vida.

Logo menos eu volto a postar mais no blog, pessoal ❤

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