na imagem: montagem com 3 fotos. Na primeira, Antônio de uniforme, brincando com um brinquedo colorido. Na segunda, Alice e Antônio sorrindo, no colo do pai. Na terceira, Alice sorrindo, de uniforme, a caminho da escola. Ela está de ocúlos lilás e o cabelo preso.

Aponta pra fé, e rema.

Ontem foi o primeiro dia de aula do Antônio e a volta às aulas da Alice! Que seja um ano letivo especial, com pessoas iluminadas à nossa volta. Mas ontem foi um dia significativo também por outro motivo: tivemos uma importante consulta médica, onde oficializamos um diagnóstico que já suspeitávamos por alguns meses. (‘guenta firme que já explico).

Com o início do tratamento da tireóide, a Alicinha fortaleceu a imunidade e passou a se desenvolver melhor de maneira geral. Porém, com o tempo, voltamos a enfrentar problemas com o ganho de peso, o crescimento, e algumas questões comportamentais surgiram. Somado a isso, diversos outros fatores iam se sobrepondo: um refluxo aparentemente intratável, apneia do sono, cansaço, irritabilidade…

Nossa endocrinologista – que também é naturopata – suspeitou de uma doença gastrointestinal. Ela sugeriu um exame específico para entendermos melhor o que se passava. Tentamos primeiramente fazer o teste aqui no Brasil, mas tivemos problemas com o detalhamento do resultado, então optamos por refazê-lo no laboratório americano que ela havia indicado. Depois de tentar entender a papelada burocratica que envolve enviar urina para fora do país, chegou o laudo: 11 páginas especificando como estava a questão gastrointestinal da Alice. (spoiler alert – não era nada boa).

Ao ler todas estas páginas, com ajuda de um amigo bioquímico, já ficou claro que a Alicinha estava com um complexo quadro de disbiose. E, de fato, na consulta de ontem foi oficializado este quadro, que engloba diversas frentes que teremos que atacar (uma delas é a Candidíase intestinal, por exemplo). O tratamento é meio chatinho, longo e envolve muita persistência. Uma das recomendações principais é seguir uma dieta específica e tomar alguns cuidados alimentares, para superar a doença da forma mais natural possível, que é a melhor maneira – e a mais permanente também.

(Pausa para um contexto/desabafo rápido)

2016 já começou com tudo. Já na primeira semana de janeiro precisamos levar a pequena 5 vezes ao ortodontista (tivemos um problema com um tratamento que ela faz, pretendo falar sobre isso no blog assim que o terminarmos). De lá pra cá diversos contratempos foram nos atropelando, por isso mal tenho conseguido atualizar o blog. Sabe aquela sensação que você tem ao voltar à superfície retomar o fôlego e logo tomar o caldo de uma onda novamente? Agora enfrentamos mais este novo desafio, que é superar esta questão gastrointestinal da Alicinha.

Fico pensando em como me esforço para que a Alice tenha uma alimentação saudável, e ainda assim surgem contratempos como estes, que nos estimulam a sermos ainda mais cuidadosos. Por isso, quando eu vejo uma mãe que precisa perder horas de sono para tentar ajudar sua filha, ser rotulada de neurótica, me sinto verdadeiramente triste. Quando vejo uma mãe que precisa levar marmita para seu filho em uma festinha de aniversário ser taxada de ridícula, me sinto pessoalmente ofendida. Há de se ter mais empatia, mais cuidado com as palavras… o que num primeiro momento possa parecer neurose, pode ser simplesmente apenas uma mãe querendo o melhor para seu pequeno.

Eu não vou mentir, seria bem mais fácil não ter que passar por tudo isso, poder relaxar e deixar a vida me levar. Para mim e para a Alice. Sem dúvida seria melhor para a gente não ter que lidar com dietas cuidadosas, passar noites estudando sobre disbiose, candidíase, bactérias… mas essa é a nossa realidade e, assim sendo, nos resta acreditar, apontar pra fé e remar.

E algumas fotos do primeiro dia de aula dos pequenos, pra encerrar o post com um pouco de fofura! 🙂

na imagem: montagem com 3 fotos. Na primeira, Antônio de uniforme, brincando com um brinquedo colorido. Na segunda, Alice e Antônio sorrindo, no colo do pai. Na terceira, Alice sorrindo, de uniforme, a caminho da escola. Ela está de ocúlos lilás e o cabelo preso.

na imagem: montagem com 3 fotos. Na primeira, Antônio de uniforme, brincando com um brinquedo colorido. Na segunda, Alice e Antônio sorrindo, no colo do pai. Na terceira, Alice sorrindo, de uniforme, a caminho da escola. Ela está de ocúlos lilás e o cabelo preso.

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6 comentários sobre “Aponta pra fé, e rema.

  1. Rodrigo (Magalha) disse:

    Sempre Admirei a Soninha foi uma grande professora por vários anos (da 6 ao terceirão) e agora sei que alem de uma ótima professora foi uma grande mãe pois criou você, uma SUPER Mãe… Acompanho sempre aqui atras dessa tela tudo que você escreve sobre a Alice, ficamos (Eu e minha esposa) na torcida e continuaremos rezando para tudo seja como que tenha que ser… Admiro vocês. Forte Abraço e Beijo na Alice Magalha.

  2. Odeio Sagu disse:

    Super fã dessa família! Com certeza é um privilégio mutuo Alice ter vocês e vocês terem ela. A força, o cuidado e o amor de vocês é admirável demais, gente. Muita garra, compreensão e fé pra passar por tudo o que for preciso ❤

  3. Cora disse:

    Toda a minha admiração por vc, Carol! Já disse isso e repito: espero ser um terço da mãe que vc é! Força na peruca e um beijo bem grande pra Alice e pro Antônio

  4. Ariana disse:

    Querida, muita força e bençãos nesse seu caminho iluminado!! Consigo entender exatamente seu sentimento, pois aqui temos uma rotina intensa para conseguir disponibilizar aos nossos pequenos todas as oportunidades de desenvolvimento pleno. Ânimo, lembre-se de quantos torcem por vocês. Beijos

  5. Alexandra Matias Klautau. disse:

    Oi Carol, primeiro deixa eu me apresentar. Me chamo Alexandra, sou educadora física e mãe de três pequenos, a Maitê de 8, a Marta de 4 e Avertano de 3 meses, que é tem síndrome de down. Agora gostaria de dizer que adoro seus post, pois ainda estamos em adaptação com tantas informações que recebemos e percebo que você leva tudo com muito conhecimento e tranquilidade. A Alicinha é linda e tenha fé que mais essa fase da saúde dela, passará. Bjos.

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