na imagem #paracegover: o símbolo do feminismo, na cor amarela, sob um fundo azul. Ilustrações decoram o desenho, como flores, nuvens e corações.

8 de março

na imagem #paracegover: o símbolo do feminismo, na cor amarela, sob um fundo azul. Ilustrações decoram o desenho, como flores, nuvens e corações.

na imagem #paracegover: o símbolo do feminismo, na cor amarela, sob um fundo azul. Ilustrações decoram o desenho, como flores, nuvens e corações.

Venho de uma família de mulheres fortes e corajosas, com histórias de vida construídas com muita luta. Desde pequena aprendi sobre o feminismo com minha mãe, e sobre empoderamento com minha tia avó. Minha irmã sempre foi muito engajada na luta pela equidade de gênero e, com ela e outras amigas, sigo aprendendo todos os dias.

Hoje é dia da mulher e acho uma ótima oportunidade para falar abertamente que eu, Carol, sou feminista. Sabendo do que se trata verdadeiramente o movimento, para mim é impossível não sê-lo. Sendo assim, acompanho diversas páginas e sites sobre o tema. Nelas, notícias evidenciando o patriarcado e criticando o machismo não são raras. E, ao abrir para ler os comentários, já me entristeço por antecipação. Ler comentários de notícias e páginas em geral são sempre uma experiência no mínimo curiosa, mas queria destacar algo em particular nesse contexto que me chateia muito.

Invariavelmente – ao ler estas notícias – encontro uma moça ou um moço xingando machistas da “palavra r”. Eu normalmente chamo rapidamente a atenção da pessoa, mas percebo que nem sempre sou compreendida. Vou então nesse post me explicar um pouco melhor: ao usar a “palavra r” para diminuir alguém, você está lutando por uma minoria oprimindo… outra minoria! Uma minoria mais invisível ainda, das pessoas com deficiência intelectual. Uma minoria que inclusive se beneficia com o feminismo, por ser composta também de mulheres. Mulheres estas (com DI) que segundo as estatísticas, estão imensamente mais vulneráveis à violência sexual. (Eu nunca falei sobre isso aqui, mas saber desta estatística foi um dos motivos pelos quais eu mais chorei assim que a Alice nasceu).

Então, neste dia da mulher, meu pedido para minhas colegas feministas e para TOD@S é para eliminarmos de vez este xingamento e este modo de pensar. Deficiência intelectual não pode ser xingamento, mulheres com deficiência também merecem nossa luta, aliás fazem parte dela! Em vez de esquecimento, vamos oferecer oportunidade, empoderamento, vamos ouvir estas mulheres, vamos ajudá-las a entender seus direitos e batalharmos todxs juntxs por uma sociedade com mais equidade.

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2 comentários sobre “8 de março

  1. r disse:

    Oi Carol! Acompanho seu blog desde o inicio, pois sou educadora e estou me especializando em Educação Inclusiva. Não tenho nenhum parente com deficiência intelectual (e sempre me perguntam isso quando falo minha área de atuação,afinal “não teria outro motivo para eu querer me envolver nesta área” pffff) e por isso recorri ao google em busca de conteúdos e relatos. Fico imensamente feliz de ter caído por acaso no seu blog, pois acredito que aprendi mais aqui do que em qualquer faculdade ou curso.
    Hoje, seu post me deixou emocionada. Nunca havia escrito aqui, mas senti que após este texto era a hora. Você juntou duas causas que defendo de uma maneira extremamente harmoniosa e coerente. Obrigada por esse post, e obrigada por todo o conhecimento que você compartilha aqui. Tenho certeza que não sou a única a me sentir assim.

    Um beijo a você e sua família, obrigada.

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