Sobre flores e espinhos

 

 

 

 

 

Há um tempo o facebook começou a colocar nas notificações algumas lembranças de anos que se passaram. E há dias eu esperava por uma lembrança específica: a lembrança do dia que eu contei para todos que a Alicinha tinha nascido com síndrome de Down. Eu estava ansiosa por essa lembrança, queria ver como eu reagiria. Apesar de hoje estarmos completando cinco anos desde dia, ainda não me cicatrizei completamente da experiência de receber a notícia. Antes de ontem eu comentei que me sinto fazendo aniversário junto com a Alice, pois uma nova Carol nasceu naquele dia. E, como num parto, o processo de nascimento dessa nova Carol teve muita beleza, mas também teve dor. E tudo bem. Não tenham medo de sentir tristeza, não tenham medo de sentir dor, não tenham medo de falar sobre isso. Eu sou a favor de termos um olhar positivo sobre a vida, de focarmos no que há de belo nela, mas para algumas pessoas, para isso acontecer de fato, é preciso aceitar e falar também sobre nossas dores. Por uma vida onde a gente pare e veja os espinhos das flores, mas também aprecie o perfume e a beleza delas. E que é essa mistura que faz a nossa caminhada maravilhosa.

Na imagem #paracegover Uma foto da Alice recém nascida, dormindo, envolta por uma manta rosa. Escrevo no post “Amigos, esta é a Alice, nasceu e é LINDA, pequeninha, saudável e muito especial. Veio para nos trazer muitas alegrias. Depois de uma cesárea de emergência, tivemos outra surpresa: nossa princesinha trouxe com ela uma dose a mais de alegria, em um cromossomo a mais: nossa linda tem síndrome de down. Estamos dando muito amor e carinho para ela, que é o novo sentido da nossa vida. Agradecemos todo o carinho! <3”

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De mão cheia ✨🖐🏽✨

Cinco anos atrás essa menininha moreninha adorável, opiniosa, de narizinho arrebitado, conhecida como Alicinha, chegava 👧🏽 Nestes cinco anos passamos por tantas coisas, aprendemos tanto, que de certa forma me sinto fazendo aniversário junto com ela! Sem brincadeira, o aniversário dela é muito significativo pra mim: nasceu não só uma menininha maravilhosa… nasceu uma mãe, nasceu com ela uma Carol diferente, com um olhar que mudou tanto para tanta coisa. Enxergo a infância de outra maneira, a maternidade, as mulheres, as pessoas com deficiência. Parece que passou uma vida, em cinco anos. E passou mesmo, a ✨ Nossa vida com Alice ✨. Me sinto tão sortuda por ter uma filha querida que tem tanta paciência comigo… eu vivo enfiando os pés pelas mãos, erro mesmo me esforçando em acertar, sofro diariamente com a sensação que não estou conseguindo dividir direito minha atenção entre os dois filhos… e ela todo dia está lá, com seu rostinho fofo, me olhando com ternura, me dando mais uma chance para aprender, para errar, acertar, para ser a mãe dela. Uma querida amiga hoje me parabenizou pela “mão cheia” que a Alice está completando. E não é? completamos uma mão cheia “de mão cheia” ❤️🖐🏼

#paracegover eu e alicinha, no bolinho que rolou aqui em casa no final de semana. Ela está abraçadinha em mim, comendo uma pipoca. Nós duas estamos sorrindo.

Ovo

#paracegover: Ilustração de um ovo frito acenando adeus, com uma mala na outra mão. Está escrito hasta la vista. rs

A pessoa quando tem vocação pra trouxa 😅 é assim: faz três testes diferentes, em três lugares diferentes, com três métodos diferentes, pra finalmente se conformar com um resultado: a Alicinha tem alergia a ovo. 🍳

Eu não queria acreditar, porque aqui em casa amamos ovo 🥚💕, e como já evitamos outros alimentos, confesso que bateu uma resistência/preguiça, rs, de tirar mais um alimento da vida dela. Mas agora com três testes “bora” criar vergonha na cara e parar de ofertar. Até que estou tranquila e inclusive levemente animada, feliz em poder fazer algo para deixá-la com mais saúde 💪🏽

Estou curiosa com as substituições que teremos que fazer, novos lanchinhos que terei que bolar… partiu encarar esse desafio com alegria e pensamento positivo. Além de ovo, alicinha não tolera leites de origem animal 🥛 e glúten, então já são alimentos que temos o cuidado de não ofertar. O leite de origem animal eu inclusive nem esperei resultado de exames para me animar em retirar da dieta dela, eu já notava diariamente como fazia mal pra ela. Se bem que demorei um pouco para criar coragem e tirar o leite dela, hoje em dia olho pra trás e penso que eu deveria já ter me ligado e me empoderado mais cedo ainda, mas enfim, a “carol do passado” já tomou cada decisão difícil nessa vida que nem posso reclamar “dela”, rs.

Além dos alimentos que ela tem intolerância ou alergia, também evito outros alimentos que acho que não sejam legais para nenhuma criança, como alimentos com muito açúcar refinado 🍭, com muito corante, super processados, etc, e alimentos que não sejam bons para o bom funcionamento da tireóide dela (mas estes últimos só reduzi, não eliminei). Lembrei agora que tenho que ter alguns cuidados com a alimentação por causa da candidíase intestinal dela também. (É tanta coisa que até tinha me esquecido de comentar isso).

Caso você tenha desconfiança que algum alimento não esteja sendo legal para seu filho, converse com seu pediatra, ou algum médico ou nutricionista de sua confiança, e discuta com ele sobre isso, quais exames podem ser feitos, quais medidas podem ser tomadas, se existe alguma razão para estas múltiplas alergias ou intolerâncias estarem surgindo… Eu tinha uma curiosidade enorme em experimentar um método de descoberta e tratamento de alergias que falam muito nos grupos americanos que eu participo, chamado NAET (Nambudripad’s Allergy Elimination Techniques). Mas nunca encontrei um profissional que conhecesse por perto. Quem sabe daqui alguns anos a gente encontre. 😀

Minha mãe perguntou pra mim quais eram os sintomas de alergia a ovo 🤔. Eu ainda não levei os resultados para os médicos que a acompanham, mas para respondê-la dei uma pesquisada, e encontrei o seguinte: Vermelhidão e coceira na pele; Dor no estômago; Náuseas e vômitos; Coriza; Dificuldade para respirar; Tosse seca e chiado ao respirar. Animada em colaborar mais ainda pra saúde e bem estar da minha pequena. 😍💪🏽💕