Viva!!!

🥰 Já comemorei no instagram, mas achei legal deixar registrado aqui no feed também: o canal do nossa vida com Alice chegou a 100 mil inscritos no YouTube! Quem me acompanha há mais tempo sabe como eu vinha torcendo por esse momento, que acaba sendo um símbolo de toda minha dedicação ao canal todos esses anos, e também da confiança de vocês de caminharem comigo. Obrigada a todos que me incentivam, que me apoiam, que criticam, que dão sugestões, que fazem stories e me marcam… sou muitíssimo grata por toda essa troca e por poder usar minha formação como designer em algo que eu acredito profundamente. Agora, meus consagrados, é rumo ao um milhão, não tem? 😂
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#paracegover frame do último vídeo que eu coloquei no ar, onde aparece minha boca sorrindo, com batom vermelho.

7 anos de wiwi :)

Quem é a consagradinha que está fazendo S E T E anos hoje? 🙀 Isso mesmo, a nossa estimadinha WIWI! Que alegria imensa ser mãe dessa queridona, que honra ter sido escolhida para caminhar nessa vida ao lado dela. Há sete anos somos mais felizes, mais conscientes, mais cansados, hehehe 🤪 obrigada a todos que acompanham a NVCA e torcem pela gente 💕 que primeiro setênio especial que tivemos! Que nosso novo ciclo seja igualmente incrível e transformador ✨👩🏽👧🏽✨ .
#paracegover foto da alice no shopping. Ela está sorrindo e malemolente pois sabe que irá ganhar um sorvete em breve. Usa óculos vermelhos, chiquinhas e um casaco florido, que provavelmente está descombinando com a calça.

Dona Candida

Recentemente fizemos uma nova leva de exames com a Alice, para investigar como andava a sua disbiose, sua intoxicação de metais pesados, suas intolerâncias alimentares, e outras questões de nutrição+saúde.

Algumas coisas melhoraram muito, outras melhoraram um pouco e outras estão iguais ou levemente piores. Quem acompanha a nossa vida com Alice pelas redes sociais sabe da nossa luta com a disbiose, especialmente com a candidíase intestinal e a clostridium difficile.

A ótima notícia é que com o tratamento fitoterápico conseguimos curar a clostridium difficile! Não a zeramos, mas já diminuímos para um valor que a médica e o laboratório consideram normal. Yay!

Outra boa notícia é que conseguimos diminuir a candidíase intestinal, apesar de ainda não estar curada. O lado bom de estar melhor, é que poderemos continuar com os tratamentos fitoterápicos. Eu confesso que fiquei surpresa com estes dois resultados, pois ela precisou tomar antibiótico por vários dias por conta da pneumonia.

Uma notícia não tão legal é que ela continua contaminada com níveis altos de metais pesados/elementos nocivos. Estávamos fazendo um tratamento direcionado para alumínio, que de fato ajudou um pouco especificamente nisso, mas apesar desse elemento em si ter diminuído, a soma total dos elementos tóxicos aumentou. Então é algo para focarmos agora com mais atenção.

Uma esperança minha em auxiliá-la em todas essas questões metabólicas e nutricionais é ajudá-la nas questões de integração sensorial, que infelizmente deram uma piorada. Mas esse é um assunto que quero falar com mais calma, me aprofundar mais em um outro post.

Como algumas pessoas me perguntam sobre super crescimento de candidíase intestinal, quais seriam os sintomas, fiz uma tradução de alguns sites que li (como aqui, aqui, aqui). Lembrando o de sempre e o óbvio: não sou médica, sou apenas uma mãe que pesquisa para ajudar na saúde da sua filha, e que divide estas informações com outras famílias. Conversem sempre com um profissional da área da saúde de sua confiança.

Sintomas de candida overgrowth
(super crescimento de candidíase intestinal)

Candida é um tipo de levedura que naturalmente existe no corpo. É uma parte normal da sua bactéria intestinal, e está presente nas mucosas, na pele e no canal de parto (1). Em circunstâncias normais, candida não é um problema e coexiste com as outras bactérias no trato intestinal. É somente quando a candida cresce e superpopula seu sistema digestivo, que pode se espalhar por todo o resto do corpo e causar uma infecção conhecida como crescimento excessivo de candida (2). Existem mais de 20 tipos diferentes de candida que podem causar uma infecção por fungos, mas o mais comum é candida albicans, ou C. albicans (2). Candida é conhecida como um fungo “oportunista” porque, dada as condições certas, não há limite para onde se espalhará. Isso pode causar sérios danos aos seus órgãos e tecidos, incluindo o cérebro e os rins (2). Uma vez que o crescimento excessivo de candida chega a este ponto, torna-se uma condição de saúde crônica chamada candida sistêmica (3). A cândida também é o fungo responsável por causar sapinho (candidíase oral), que é comum em bebês e infecções vaginais por fungos (4). Olhemos mais de perto os sintomas do crescimento excessivo de candida:

  • Sentir-se cansado e desgastado, fadiga crônica
  • Infecções por fungos na pele e nas unhas
  • Problemas digestivos como inchaço, constipação ou diarréia
  • Doenças auto-imunes, como tireoidite de Hashimoto, artrite reumatóide, colite ulcerativa, lúpus, psoríase, esclerodermia ou esclerose múltipla
  • Dificuldade de concentração, pouca memória, falta de foco
  • Problemas de pele como eczema, psoríase, urticária e erupções cutâneas
  • Irritabilidade, mudanças de humor, ansiedade ou depressão
  • Infecções vaginais, infecções do trato urinário, prurido retal ou coceira vaginal
  • Alergias sazonais graves ou coceira nas orelhas
  • Desejo forte por açúcar ou carboidratos refinados
  • Alergias / intolerâncias alimentares
  • Infecções dos sinus
  • Um sistema imunológico fraco
  • Dores nas articulações

O blog Kettle and Fire também lista itens que favorecem o super crescimento da candida, explicando muito bem um a um (quem entende inglês, ou se anima a usar o google translate, indico a leitura!) Cito eles rapidamente aqui: 1. Um sistema imunológico enfraquecido 2. Uma dieta com alto teor de açúcar 3. Uso freqüente de antibióticos 4. Anticoncepcionais orais 5. Stress Crônico. Além disso, na síndrome de Down, a baixa motilidade intestinal e constipação também favorecem este quadro.

Fiz também uma versão para impressão, caso você queira imprimir e ler com mais calma, ou conversar com o médico/profissional da área da saúde (nutricionista, nutrólogo, etc) que acompanha seu filho. Uma imagem dela abaixo, e link para download aqui.

Então é isso aí! Partiu iniciar mais uma fase do tratamento, voltar a focar na alimentação bem saudável e específica para esse quadro da Alicinha. Eu gostaria de ser mais dedicada, especialmente na questão da alimentação, mas faço o que consigo. E assim vamos caminhando, dando o melhor que podemos dar naquele momento de nossas vidas, e sempre em frente. E como não tem nada a ver ilustrar o post com uma foto de um fungo ou uma bactéria, rs, vai uma foto da minha pequenina linda.

para cego ver: Foto da Alice sorrindo, prestes a comer uma pipoquinha, com óculos vermelhos e dos laços vermelhos no cabelo.

De mão cheia ✨🖐🏽✨

Cinco anos atrás essa menininha moreninha adorável, opiniosa, de narizinho arrebitado, conhecida como Alicinha, chegava 👧🏽 Nestes cinco anos passamos por tantas coisas, aprendemos tanto, que de certa forma me sinto fazendo aniversário junto com ela! Sem brincadeira, o aniversário dela é muito significativo pra mim: nasceu não só uma menininha maravilhosa… nasceu uma mãe, nasceu com ela uma Carol diferente, com um olhar que mudou tanto para tanta coisa. Enxergo a infância de outra maneira, a maternidade, as mulheres, as pessoas com deficiência. Parece que passou uma vida, em cinco anos. E passou mesmo, a ✨ Nossa vida com Alice ✨. Me sinto tão sortuda por ter uma filha querida que tem tanta paciência comigo… eu vivo enfiando os pés pelas mãos, erro mesmo me esforçando em acertar, sofro diariamente com a sensação que não estou conseguindo dividir direito minha atenção entre os dois filhos… e ela todo dia está lá, com seu rostinho fofo, me olhando com ternura, me dando mais uma chance para aprender, para errar, acertar, para ser a mãe dela. Uma querida amiga hoje me parabenizou pela “mão cheia” que a Alice está completando. E não é? completamos uma mão cheia “de mão cheia” ❤️🖐🏼

#paracegover eu e alicinha, no bolinho que rolou aqui em casa no final de semana. Ela está abraçadinha em mim, comendo uma pipoca. Nós duas estamos sorrindo.

Quanto cabe em um metro?

Olhei a Alice hoje pela manhã e pensei: hmmmm essa calça está bem curtinha, hein? Ela pareceu ter dado uma crescidinha, e fiquei logo intrigada em saber quanto ela estava medindo. Mil tentativas depois de tentar medi-la, vi que ela estava com um metro! Viva!!! Nossa que alegria. 🙏

Na mesma hora parece que rebobinou toda uma história na minha cabeça. De tudo que já passamos até chegar nesse metro. Quantas alegrias, quantas vezes que segurei o choro em uma consulta com um médico e voltei com um nó na garganta pra casa. Mas também a alegria e sorte de já ter encontrado tantos médicos, dentistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, etc, maravilhosos. Acho que muitas pessoas podem ler isso e pensar: “nossa que exagero, essa emoção toda por um metro?” Mas é que batalhamos tanto por ele que esse metro conquistado tem a sensação de uma maratona! 😀

Vale comentar que mesmo com nosso empenho, nas tabelas de crescimento típicas ela está lá na base (mas pra mim ela ainda estar dentro já é motivo de comemoração), e nas tabelas atuais específicas de sd ela está no percentil 50, ou seja, está na média. Mas uma amiga hoje me deu uma lembrada básica de que eu sou minúscula, hehe (eu não chego nem a 1,60), e que ela mesmo sem ter sd talvez puxasse mais a mim do que ao Thomas (que tem quase 1,90). Aliás, jamais imaginei que eu pensaria isso, mas se a Alice crescer e ficar do meu tamanho eu ficarei felicisssisssississisima. 😂

Na foto: Alice de pé, sorrindo, com duas chiquinhas, de óculos lilás, com roupa do colégio. o fundo é colorido. Ela está sorrindo.

Apraxia.

Vocês já devem ter notado que de um tempo pra cá tenho falado sobre apraxia da fala na página do Facebook e no blog. Eu fiquei desconfiada que a Alicinha se encaixava no quadro quando li uma matéria no Movimento Down sobre o tema e ao conhecer o conjunto de características que descreviam a Apraxia de fala na infância. Mas o diagnóstico profissional e oficial só veio recentemente, há algumas semanas. Além disso, ela também tem algumas questões ligadas ao desenvolvimento da linguagem, que eu pretendo falar em outro post.

Mas o que é apraxia da fala, afinal? A querida fonoaudióloga de Cinthia Azevedo, de Belo Horizonte, explica nesta entrevista, que ela gentilmente gravou para o NVCA:

Começaremos agora uma terapia fonoaudióloga focada nisso e nas questões de linguagem que a Alice apresenta. Mais um desafio, sem dúvidas, mais coisas para estudar e aprender. O novo pode ser assustador, mas estou querendo resgatar um olhar mais otimista e confiante, que já foi mais presente em mim, para superar essa nova fase.

Existe a possibilidade de em alguns anos eu notar que o caso dela não era de fato Apraxia de fala? Existe, claro. Mas amanhã, dia 14, é o dia da conscientização da Apraxia de fala, e quis aproveitar o momento para trazer luz ao tema e, quem sabe, ajudar outras famílias a investigar se esse seria um possível motivo para o atraso de fala de seu filho também.

E encerro com uma foto dos pequenos com a querida vovó Soninha, sempre ao nosso lado me ouvindo, apoiando e ajudando. Amamos você!

Na imagem: Alice e Antônio, no colo da Vovó Soninha. Eles sorriem.

Na imagem: Alice e Antônio, no colo da Vovó Soninha. Eles sorriem.

Links úteis:
Página sobre treinamento em Apraxia
Matéria sobre Apraxia no site Movimento Down
Grupos no facebook sobre o tema:
https://www.facebook.com/groups/ApraxiaKidsBrasil/
https://www.facebook.com/groups/994664287256710/

Seis meses de Antônio.

(Um preâmbulo. Gente, peço desculpas pelo texto longo. Quando vou escrevendo acabo me empolgando, e quando eu vejo os parágrafos estão se reproduzindo e parindo novos paragrafos, descontrole total. Abre o post aí numa abinha do seu navegador e vai lendo por partes. 🙂 Que tal?)

Hoje bebê Antônio completa seis meses. Sei que tenho vários motivos para ser grata e comemorar o dia de hoje, mas queria celebrar especificamente uma conquista muito especial nossa, que sempre sonhei: seis meses de amamentação exclusiva e em livre demanda! *dancinha da alegria* Tentei isso por muito tempo com a Alice, inclusive falei sobre nossa luta aqui no blog, mas depois de meses me esforçando acabei desistindo. Com o Antônio o início também não foi fácil. Sofri mais uma vez com hiperlactação, com fissuras nos seios, empedramento… Todos estes problemas decorrentes de orientações confusas que fui recebendo e pela minha insegurança.

Pausa para explicar minha insegurança: minha apojadura demorou um pouco (a da Alice foi imediatamente após o parto… a do Antônio demorou um pouco mais. Minhas lembranças após a cesárea são meio confusas – #doRgas – mas acredito que deva ter demorado 24 horas. O suficiente para a louca aqui já ficar ansiosa e desesperada. Eu coloquei tanto ele no seio para estimular a decida, que acabei detonando com meus seios. E ele sugava super bem, quando saímos da maternidade ele não somente não havia perdido peso, como saiu mais gordinho.

Depois de 10 dias de sofrimento, chamei a querida Carol Scheuer, consultora em amamentação, que foi me acalmando, me orientando e dando dicas para que o aleitamento do Antônio corresse bem. Ela me passou uma série de leituras do Dr. Carlos Gonzáles que me ajudaram imensamente. Ler sobre criação com apego me auxiliou muito. É tão bom ter um embasamento de qualidade para tudo aquilo que você já se identifica intuitivamente. Se consegui sobreviver a estes seis meses sem ter virado um zumbi foi graças à cama compartilhada.

Amamentar um bebê e ao mesmo tempo trabalhar e cuidar de uma filha de dois anos não é tarefa fácil. Preciso estar disposta durante o dia, para dar atenção à Alicinha e fazer as atividades que preparo para ela. (Como ela anda numa fase sem tanto acompanhamento terapêutico, tenho feito algumas atividades em casa com ela, para compensar). Sou grata por toda ajuda que recebo. Aliás minha família tem sido bem legal, em especial minha minha mãe e minhas tias (além da minha querida ajudante Maussa!)

E agora, seis meses depois, tenho um menininho de 9 quilos e meio, um fofo, prestes a conhecer o maravilhoso e colorido mundo da introdução alimentar. Mais um novo desafio para descobrirmos juntos. A mamãe que adora inventar uma moda aqui tem lido sobre BLW. O conceito me agrada, será que conseguiremos colocar em prática? Depois conto por aqui. 🙂

Na imagem: Antônio sorri, brincando no colo do seu papai Thomas.

Na imagem: Antônio sorri, brincando no colo do seu papai Thomas.

Na imagem: Antônio com chapéu de cachorrinho, no colo do seu padrinho Gustavo.

Na imagem: Antônio com chapéu de cachorrinho, no colo do seu padrinho Gustavo.

Na imagem: Antônio olhando para a câmera, no meu colo!

Na imagem: Antônio olhando para a câmera, no meu colo!

Na imagem: Antônio sorrindo no colo do seu tio Robson.

Na imagem: Antônio com o cabelo despenteado, sorrindo no colo do seu tio Robson.

Feliz 6 meses, Antônio!

Dois anos e sete meses

Já na maternidade a geneticista nos falava com alegria: ela saiu na frente. “Olha como tem tônus, como é saudável!”. E ela era danadinha mesmo. Logo rolou, segurou os pés, sentou sem apoio e subia escadas. O atraso no desenvolvimento motor da Alice era discreto, e nós ficávamos muito felizes com o progresso da pequena.

Alice com sete meses, sentada sem apoio e brincando.

Alice com sete meses, sentada sem apoio e brincando.

Alice aprendendo a rolar, com ajuda da sua querida mola colorida.

Alice aprendendo a rolar, com ajuda da sua querida mola colorida.

Com 13 meses começou a engatinhar em padrão cruzado. O avanço motor já apresentava uma leve desacelerada, mas ainda éramos super otimistas. Achávamos que era uma questão de poucos meses para a Alicinha estar caminhando. Sabíamos que a síndrome de Down trazia consigo uma série de fatores que colaboravam para este atraso, mas suspeitávamos que por volta de um ano e meio nossa pequena estaria dando seus primeiros passos.

Mas dos 13 meses em diante nossa pequena Alice deu uma estagnada no seu desenvolvimento motor. Ela já levantava-se com apoio, andava para os lados segurando nos móveis, mas nem sinal de ficar de pé sozinha. Com um ano e meio ela passou a ficar rapidamente de pé sem apoio, enquanto fazia bagunça na gaveta de babadores. Mas depois deu uma pequena regredida e voltou a ficar de pé apenas com apoio. Foi uma fase complicada, a Alice não rendia mais nas fisioterapias, chorava muito. Conhecemos ótimas profissionais, testamos métodos muito bacanas, mas nada parecia funcionar com a pequena. Decidi então dar um tempo na fisioterapia e ver se a fase passava.

Alice fazendo hidroterapia com o papai.

Alice fazendo hidroterapia com o papai.

Existe muita pressão para a criança andar. Ela vem de vários lugares, da família, dos conhecidos, dos profissionais… você mesma se pressiona muito. E se você não está bem resolvida com esta situação, pode ficar triste e sensível, e se desgastar. Eu fiquei assim. Talvez se a Alice tivesse desde o início demonstrado dificuldade motora, eu estivesse mais preparada para isso… não sei dizer. Mas como fui pega de surpresa, não soube lidar bem com isso, e passei diversos meses triste com a situação. Inclusive este era o motivo por eu não conseguir falar sobre isso aqui no blog e no facebook.

Alice começando a engatinhar.

Alice começando a engatinhar.

Quando a Alice nasceu percebi que precisava ser mais humilde e tolerante, ter mais paciência e respeitar o tempo dela. Toda essa espera para ela caminhar me fez trabalhar mais ainda isso, me desapegar ainda mais da minha vontade imensa de querer controlar tudo. Eu sou muito ansiosa, mas de uns meses pra cá consegui finalmente parar de ter pressa. Fiquei mais calma e decidi esperar o tempo dela, sem fazer tantos planos. “Ela vai caminhar quando caminhar” virou meu mantra. Pronto.

criacaocomapego

Eis que em dezembro a Alice deu 2 passos sem perceber. Em janeiro deu 2 passos com intenção. Em março começou a dar 2 passinhos com mais frequência. E em abril passou a caminhar, oficialmente 🙂 Há duas semanas “engatou” e agora anda por tudo! 😀 dança, sobe escadas em pé (com apoio), carrega objetos pesados, ensaia algumas corridinhas. Achei que eu teria um treco quando ela caminhasse finalmente, tamanha a expectativa que eu tinha. Mas como eu realmente tinha ficado mais calma nos últimos meses, foi uma novidade muito celebrada, mas que encarei com naturalidade também.

Alicinha finalmente andando! :) Na imagem: Alice de pé, andando e sorrindo.

Alicinha finalmente andando! 🙂 Na imagem: Alice de pé, andando e sorrindo.

Se perguntarem o porquê que a Alice demorou tanto a caminhar, já aviso que não sei ao certo o que foi. Ela não tem nenhuma questão nos ossos e sua hipotonia não é tão acentuada. Pode ter sido seu estrabismo, que é bem evidente. Ou então uma hipersensibilidade sensorial vestibular que ela tem (ela tem um medo desproporcional de situações que tirem seu equilíbrio, como um balanço, por exemplo). Pode ter sido também seu hipotireoidismo, que ficou muito tempo sem um tratamento eficaz. Ou tudo isso junto.

Eu já admiti aqui que vivo tentando ver o lado bom das coisas. E uma das coisas legais de ter um filho que caminha tarde, é que ele tem muita consciência deste ganho. Assim que começou a dar mais passos, ela olhava para mim com muita alegria, com um sorriso que dizia: viu mãe! eu consegui!

Alice andando 🙂 from Nossa vida com Alice on Vimeo.

Em abril de 2015 Alicinha aprendeu a caminhar. E de certa maneira, eu também. Caminho hoje com mais humildade. Porque mais importante que saber se seu filho irá andar com 1 ano, 2 anos, 3 anos… é saber que estamos no caminho certo.

“I won’t give up on us
Even if the skies get rough
I’m giving you all my love
I’m still looking up”

às mestras, com carinho.

E as aulas da Alice terminaram hoje! Lembro como se fosse hoje o seu primeiro dia na escola. Eu estava ansiosa em saber se ela se adaptaria bem, mas confiante de que o ensino regular inclusivo seria o melhor caminho para ela. E o seu primeiro ano na escola foi realmente muito legal. Sei que estamos apenas no início de uma caminhada cheia de desafios, mas isso não diminui minha satisfação em tê-la iniciado com o pé direito.

E, sendo filha/neta/bisneta/sobrinha/irmã (ufa!) de professoras, sei da importância destas profissionais e do papel que as professoras da Alice tiveram em seu primeiro ano. Obrigada Prof Gi, por todo seu carinho e doçura com a minha pequena. O laço que ela criou com você foi fundamental para sua adaptação à vida escolar. E obrigada também à querida prof Pati, por sua dedicação, acompanhando, torcendo e vibrando junto comigo à cada evolução da bebê pig.

Aliás, agradeço como mãe e ex-aluna, afinal também tive a felicidade de ser sua aluna, com a mesma idade da Alicinha:

Na montagem: na esquerda, eu com mais ou menos a idade da Alice, no colo da professora Pati, na década de 80, e foto tirada hoje, com a Alice no colo também da pati, que também foi sua professora no maternal. :D

Na montagem: na esquerda, eu com mais ou menos a idade da Alice, no colo da professora Pati, na década de 80, e foto tirada hoje, com a Alice no colo também da pati, que também foi sua professora no maternal. 😀

(vendo essa foto me veio na cabeça a música do rei leão: é o ciclo sem fiiiiiim que nos guiarááá, hihi 😛 )

Agradeço também a todos os demais professores da escola, aos inspetores, aos coordenadores, enfim, todo mundo que nos acolheu nesse ano que passou. E que venha 2015 com mais muitos desafios! 😀

100 happy posts! :)

Olha que marco legal: o blog da Alice está no seu 100º post! Sei que para alguns blogs este número é super pequeno, mas para a gente é um número bem grande e especial, tendo em vista o carinho que procuro escrever cada texto. Quando eu comecei o blog, dois anos atrás, eu não imaginava a proporção que ele tomaria. Ainda hoje me assusto quando vejo o impacto que temos na vida de tanta gente.

Na imagem: montagem com fotos dos 10 principais posts do blog.

Na imagem: montagem com fotos dos 10 principais posts do blog.

Em comemoração, decidi separar os 10 posts que mais tiveram acesso aqui no blog, para relembrarmos.

1. Obrigada, Alice.
https://nossavidacomalice.wordpress.com/2012/09/28/hello-world/
O primeiro texto do blog. Texto que escrevi tão rapidinho, sem pensar tanto, mas que até hoje é o mais acessado do NVCA. Ainda me emociono quando o leio, apesar de não me identificar mais com diversos trechos (como o trecho “bem vindo a holanda”, por exemplo).

2. Vencendo a hipotonia.
https://nossavidacomalice.wordpress.com/2012/12/10/hipotonia/
Sempre fico surpresa quando vejo a quantidade de visitas que este post tem. Acho que é um assunto que interessa muito às novas mães, estudantes, profissionais, e ao pesquisar no google por hipotonia as pessoas encontram nosso blog. Tenho que fazer mais posts falando sobre isso, né?

3. O primeiro não.
https://nossavidacomalice.wordpress.com/2012/11/15/o-primeiro-nao/
Neste post eu faço um desabafo sobre ter a matrícula da Alice negada em um colégio religioso daqui de Floripa. Passaram-se quase dois anos, mas práticas como essa continuam acontecendo pelo Brasil todo. Depois que escrevi o post, acabei decidindo por colocar a Alice na escola somente com um ano e meio (ao invés de 6 meses), e a matriculei no colégio que eu estudei a vida toda. O ano letivo está quase no final, e adoramos a experiência e as professoras.

4. Estimular é um barato: Livro personalizado!
https://nossavidacomalice.wordpress.com/2014/10/01/estimular-e-um-barato-livro-personalizado/
Ufa, finalmente um post recente, achei que só meus textos antigos faziam sucesso 🙂 Nesse post eu dou a dica da criação de um livro personalizado, reutilizando um antigo como base. A Alice ainda não enjoou do livro! De vez em quando pego ela lá folheando, apontando os rostinhos e falando (ou enrolando) os nomes.

5. Olhos Amendoados
https://nossavidacomalice.wordpress.com/2012/10/21/ctrl-c-ctrl-v/
Tem tanto tempo que escrevi este texto, que nem lembrava mais direito dele. Fui reler agora ao montar este post e achei de todos os textos o mais atual, e fiquei impressionada em como eu ainda me identificava com ele. A única coisa que mudou é que, infelizmente, a Alice puxou meu pé sim. Puxa vida!

6. Um mês de Alice!
https://nossavidacomalice.wordpress.com/2012/09/29/um-mes-de-alice/
Neste post eu conto de forma resumida como foi o primeiro mês da bebê pig. Ela estava prestes a entrar na APAE e iniciar a estimulação essencial (fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional…). Saímos da APAE alguns meses depois, mas tenho bastante gratidão pelo carinho que recebemos enquanto estávamos lá! 🙂

7. O portador caiu.
https://nossavidacomalice.wordpress.com/2014/01/22/o-portador-caiu/
Este post teve participação especial da querida Patrícia Almeira. Pra variar eu batendo na tecla: utilizar um vocabulário correto é demonstrar respeito. É praticar o bem e a inclusão. 🙂 Na mesma linha deste texto, escrevi um outro post, falando especificamente sobre “a palavra R“.

8. Nossa vida com Alice e… baby!
https://nossavidacomalice.wordpress.com/2014/06/29/nossa-vida-com-alice-e-baby/
Óin, post falando da chegada do mano da Alice. Naquela época faltava tanto tempo ainda, agora já está quase quase. Um outro texto, mais recente, que também fala sobre a chegada de um irmão após o primogênito ter nascido com uma deficiência é o “Sobre ter filhos e ter coragem“.

9. O primeiro corte de cabelo da Alice.
https://nossavidacomalice.wordpress.com/2014/08/04/primeiro-corte-de-cabelo-da-alice/
Esse daqui acho que faz sucesso por conta da fofura da bebê pig, né? Que saudades do cabelo dela bem curtinho, já está comprido de novo.

10. Como é ser mãe de uma bebê com síndrome de Down.
https://nossavidacomalice.wordpress.com/2013/06/20/como-e-ser-mae-de-uma-bebe-com-sindrome-de-down/
Neste post falo sobre minha perspectiva individual de como é ser mãe de uma criança com síndrome de Down, e de como vejo a minha pequena Alice como muito mais que a soma de seus cromossomos.

Obrigada por acompanharem nossa vida, nossos aprendizados e descobertas.
E que venham os próximos 100 posts! 🙂