Humildade

Já ouvi diversas mulheres falando que a maternidade as deixou mais calmas, tranquilas. No meu caso, tornar-me mãe me tornou um pouco mais humilde. Desde que a Alice nasceu, passei a julgar menos os outros: não olho mais com cara feia para a mãe que ignora o filho que está berrando em pleno restaurante (pois sei que ela pode muito bem estar cansada de chamar sua atenção). Não julgo mais a mulher que não se alimenta direito (pois se com uma filha já é difícil parar para almoçar com calma, imagina com quatro filhos?) Também não acho mais chata a mãe que não quer dar junk food ou açúcar para o filho (entendo agora entendo o zelo dela).

E nada como virar mãe para apreciar muito mais a sua própria. Se ser mãe não é fácil, imagina a minha que foi mãe e pai juntos? Feliz dia das mães atrasado para a “Vovó Pig“.

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Te amamos!

Bebê pirata: Update

Já suspeitávamos desta possibilidade, mas esta semana houve a confirmação: Bebê pig vai precisar operar os olhinhos. O tampão está ajudando na estimulação visual da Alice, para ela não perder a percepção de profundidade, mas corrigir o estrabismo, no caso dela, só com cirurgia. Antes de optarmos por uma cirurgia complexa, vamos tentar inicialmente reverter o estrabismo da pequena com botox, um procedimento mais simples e com menos riscos.

O procedimento deve ser feito o quanto antes, estamos esperando agora a perícia da Unimed e alguns outros exames. Que engraçado, a oftalmo nos falou que de vez em quando, como efeito colateral da injeção, o músculo da pálpebra fica um pouco relaxado por algumas semanas. Bebê pig vaidosa, nem fez um ano e já está no “botox” :)

fofa

8 meses, mas com pele de 6, hehe.

Sem as mãos!

sentada

Nossa linda bebê pig já está sentando sem apoio, yay! Foi aos sete meses e 29 dias, então a mãe coruja aqui pode dizer que ela sentou sem apoio aos sete meses? Diz que sim! :) Ela fica alguns segundos sem usar as mãos para se apoiar, brinca um pouco, bate palma, mas lá pelas tantas cansa e usa as mãos novamente para se estabilizar.

Ficamos tão felizes, pois cada conquista aqui em casa é uma festa. Sabemos que nossa pequena vai demorar um pouquinho a mais para atingir os marcos do desenvolvimento, mas ela chega lá! Basta incentivar e respeitar o tempinho dela.

Para quem quiser conhecer um pouco mais sobre o desenvolvimento de bebês com síndrome de Down, neste site tem uma referência muito boa. A tabela é em inglês, mas é bem simples, acho que dá para entender. :)

A calça da Vovó

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A calça.

Com a chegada da Alice acabei me apaixonado por este mundo de estimulação. Gosto de descobrir formas de brincar com a bebê pig e estimulá-la com a matéria prima que eu tenho em casa mesmo, usando a criatividade e sem precisar sair gastando rios de dinheiro em brinquedos importados.

Uma invenção bem legal para brincar com bebês (tendo ele atraso motor ou não) é a “Calça da Vovó”. Basicamente é uma calça de adulto, recheada com espuma ou tecido, devendo ficar pesada mas ao mesmo tempo flexível. A calça facilita as mudanças posturais da criança, promove um aconchego, possibilita a organização motora e libera as mãos para a brincadeira. (fonte).

Ela pode ser feita com uma calça de gravidez que você não usa mais, costurando um zipper na parte de cima e fechando a parte inferior. Você pode também preencher com espuma e vedá-la com cola quente. O bom do zipper é que você pode tirar o recheio e colocá-la para lavar de vez em quando. Como eu não pensei nisso quando fiz a minha, não consigo lavá-la na máquina. Uma saída neste caso é colocar um pano por cima ou vestí-la com outra calça.

Dá para colocar alguns estímulos sonoros/visuais/táteis costurados na calça também, fica uma graça e as crianças adoram. Eles podem ser colocados com velcro, permitindo retirar e trocar os estímulos de lugar. A parte divertida da calça fica por conta do susto que todo mundo leva quando chega aqui em casa. Dependendo de onde eu a deixo, parece que tem alguém desmaiado no chão, ou procurando alguma coisa debaixo do sofá, hehe. :)

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Oi

Bebê Pirata

Depois de vários meses de desconfiança e três consultas ao oftalmologista, finalmente veio a confirmação: Bebê Pig tem estrabismo. Ele é comum em bebês, dada a imaturidade do sistema visual, um pouco ainda mais comum em bebês com síndrome de Down. Acho que os médicos demoraram a confirmá-lo pois a anatomia dos olhinhos amendoados da Alice engana um pouco: além do estrabismo real, ela tem pseudo-estrabismo (quando há uma falsa impressão da convergência ocular).

Agora nossa pequena piratinha está fazendo um tratamento com tampão, duas horinhas por dia. Todo mundo que a vê usando, fala logo: “Tadinha!“. Eu hein! :) Tadinho pra mim é quem não tem acesso ao diagnóstico ou ao tratamento. Fora que o tampão dela é o maior charme, colorido e estampado ;) Pode ser que no futuro ela tenha que usar óculos, mas a princípio só a partir de um ano. Vai ser uma fofura só! #bebêhipster

pirata

Arrrrr! Sou a piratinha da perna de pau, do olho de vidro, da cara de… FOFA! hihi

O bolo de cenoura

Quem me conhece sabe que eu sou uma negação na cozinha, mas inspirada na minha pequena guerreirinha decidi me aventurar e fazer um bolo de cenoura. Como existem alguns fatores (inclusive culturais) que contribuem para o sobrepeso de jovens e adultos com Síndrome de Down, quero aprender desde já a fazer alguns quitutes mais saudáveis. Então sai bolo de chocolate e entra bolo de cenoura! Não sei se foi sorte de principiante, mas ficou bem gostoso :) Já que eu estimulo minha pequena a evoluir e se superar todos os dias, que tal eu começar a ensinar pelo exemplo também?

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Sorriso amarelo: medo de ter ficado ruim!

21/03 (e quebrando mitos)

Hoje é o dia internacional da Síndrome de Down. A data escolhida foi 21/03, fazendo uma alusão à trissomia do cromossomo 21. Divulgar e debater sobre a síndrome é importante, mas aceitação e inclusão também. Para comemorar este dia, quero inaugurar uma sessão especial aqui no blog: Verdade ou Mito.

#01 – Síndrome de Down é uma doença: MITO.

Síndrome de Down não é uma doença e sim uma condição inerente à pessoa, portanto não se deve falar em tratamento ou cura. O quadrinho do Flávio Soares (que tem um blog muito legal, que inclusive inspirou o nome do NVCA) resume bem:

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Eu nunca iria imaginar, mas esta data será para o resto da minha vida um dia muito especial. Muito obrigada à todos vocês que acompanham nossa história e torcem por (e constroem) um futuro mais belo, tolerante e inclusivo. Vocês são demais.

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Eu não sou “doentinha”. Mas minha fofura contagia! :)

Caixinha das Texturas

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Quem nunca deu um ovo de Páscoa para uma criança pequena, e viu ela se divertindo muito mais com aquele papel colorido do que com o chocolate em si? Ou então, comprou um brinquedo bem caro da Fisher-Price e viu o afilhado brincando com a caixa dele? Divertir crianças é mais barato e fácil que a gente imagina. :)

A bebê pig adora brincar com texturas, e para estimulá-la criei uma caixinha cheia de materiais com superfícies diferentes. Utilizei uma caixa que tinha aqui em casa (sou um pouco hoarder de caixas bonitinhas, não consigo jogar fora), e fui catando pela casa objetos com texturas contrastantes. Juntei celofane, pelúcia, crochet, papel seda… Ela adorou! E de uma forma divertida estimulo sua motricidade fina, seu sentido tátil, audição, noção de causa e efeito e a posição sentada.

Mas não sejam sem noção como eu: cuidado com materiais que soltam tinta, ou que sejam tóxicos. Usei um papel seda rosa que fez a maior sujeira e tive que tirá-lo da caixa. Cuidado também com os plásticos, fiquem sempre de olho! A fisio da APAE sugeriu e eu curti: colocar algumas texturas desagradáveis também, para o bebê entender que nem todas as superfícies são agradáveis, e trabalhar os contrastes (ex: macio x áspero).

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Mais sobre brincadeiras sensoriais: aqui e aqui.

Bebê Zoo

Que a Alice é minha Bebê Pig todo mundo já deve saber. Que de vez em quando ela decide virar um bebê dog, alguns também sabem. Aqui em casa eu chamo ela é de gatinha. E semana passada, na aula de hidroterapia na APAE, ela virou um bebê peixinho:

Pig, dog, cat, fish… essa minha filha virou mesmo foi um bebê zoo!

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E bebê pig completou seis meses semana passada! Viva! Estou voltando aos poucos à minha vida freelancer, e na correria surtei nem consegui fazer um post comemorativo aqui no blog. Mas ela está cada dia mais fofa, e tudo certinho com a saúde dela, só alegria! :)

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Bebê camaleão.