Vamos procurar?

Na imagem #paracegover: Ilustração de um quarto de um bebê, e um desenho grande de um bebê, com ornamentos circulares ao fundo. Está escrito em vermelho: VAMOS PROCURAR?

Na imagem #paracegover: Ilustração de um quarto de um bebê, e um desenho grande de um bebê, com ornamentos circulares ao fundo. Está escrito em vermelho: VAMOS PROCURAR?

Pensando em mais uma maneira lúdica de estimular a minha pequenina, pensei em criar uma série de videos para estimular a sua visão! 🤓

* Pausa para um comentário importante * 🤔

Óbvio que nada substitui o livre brincar, os passeios, o contato com a natureza. De maneira alguma estes videos substituem essa realidade, que é tão importante e necessária. Mas como aqui em casa a televisão acabou tornando-se uma realidade cotidiana (infelizmente… mas enfim, tenho operado ultimamente no modo “Faço o melhor que posso”, e dentro desse contexto rola bastante televisão, ao menos bem mais do que eu gostaria) fico bolando maneiras de tentar deixar esses momentos pelo menos com mais qualidade, com videos que sejam mais apropriados e úteis para eles.

* Volta para os videos! * 😎

Um exercício de optometria legal, é esse que estimula os sacadicos. O sacadico (espero que eu esteja escrevendo certo) é um movimento rápido e simultâneo de ambos os olhos entre duas ou mais fases de fixação na mesma direção. (fonte: Cassin, B. and Solomon, S. Dictionary of Eye Terminology. Gainesville, Florida: Triad Publishing Company, 1990.) Aquele movimento que os olhos fazem quando estamos lendo, sabem? E por isso exercícios que os estimulam também podem ser benéficos na leitura.

Os exercícios que eu encontrava que estimulavam isso, consistiam geralmente de um fundo branco com um círculo azul que mudava de lugar… logo deduzi: “ihhhh… minha Alice não vai se animar muito com isso não”. Pensei, então, em substituí-los por versões mais divertidas. A optometrista da Alice, a querida Marta, me orientou que contando que houvesse destaque suficiente figura-fundo, não deveria ser problema a substituição. Pretendo convencê-la a fazer um videozinho falando sobre isso arqui para o blog e para o canal do YouTube, hihi.

Mostrei este primeiro video para seu outro optometrista, o Enro, e ele me deu a dica de deixar os objetos um pouco mais tempo na tela, pensando nas crianças com dificuldades motoras. Então, nos próximos videos, procurarei ter isso em mente. Caso você ache muito rápido para seu filho, o YouTube disponibiliza uma opção de deixar os videos mais lentos, em um ícone que parece uma engrenagem.

E caso você tenha se animado, faça também para seus pequenos! Dá para fazer no power point, que é um programa que muita gente sabe se virar, ou então no google slides. E em breve farei novos videos para essa série, assine o canal do NVCA para ficar por dentro das novidades!

Estimular é um barato: Quebra cabeça da MASHA!

capayt

Eu estava querendo fazer uma atividade que estimulasse a noção espacial da Alice, a visão, que também ensinasse a questão corporal (pé, braços, cabeça). Pensei, então,em criar um quebra cabeça, pois noto que ela ainda tem dificuldade com quebra cabeças com muitas peças. Hoje em dia não é tanto a motricidade fina que a atrapalha nessa atividade, e sim sua noção espacial, que percebo que tem bastante potencial para melhorar.

Optei por fazer de um tema que ela estava gostando bastante na época (o vídeo já tem alguns meses), que é “Masha e o Urso”. Ela logo parou de dar bola pra Masha, já o Toni… ama de paixão! Talvez seja porque role uma identificação com a loira sapequinha, rs. Outro dia ele me acordou falando “Vem brincar comiiiigo, Vem brincar comiiiigo” (a Masha fica acordando o Urso em um episódio falando isso).

A Alice e o Antônio gostaram bastante, apesar de que em poucos dias já tinham enjoado. Eu acho que no final das contas a base com o modelo em preto e branco e o velcro mais atrapalharam do que ajudaram. Fora que a cola quente não pegou direito no contact e o velcro logo descolou. O lado bom é que dá para fazer um novo quebra cabeça apenas colando uma nova ilustração por cima, aproveitando a estrutura de papelão.

Quando fui começar a criar o quebra cabeça tive a ideia de filmar o processo de criação, numa espécie de making of. Não ficou tão bom pois não tinha onde apoiar direito a câmera, e meu processo de criação é meio “orgânico” (bagunçado, rs) vou decidindo o que vou fazer conforme vou criando. Mas espero que ajude, um beijão!

Na imagem #paracegover: Dois quebra cabeças de três peças cada. Um da Masha e outro do Urso.

No video #paracegover:
Mostro restinhos de papéis, corto em pedaços iguais. Grudo eles com um adesivo para aumentar a espessura. Imprimi o desenho escolhido e cortei no formato da base. Colei e plastifiquei com um adesivo largo e fiz acabamentos com uma fita menor. Medi papel para base e imprimi arte. Depois, adesivei com contact. Coloquei velcro para facilitar o encaixe. Mas não deu muito certo. Pronto! Em seguida video da Alicinha brincando.

capayt

Estimular é um barato » Tapete para colorir!

Minha tia deu de dia das crianças para os pequenos um tapete grande para colorir. Como vi que eles curtiram, decidi fazer alguns caseiros também. Eu gosto dessa brincadeira pois é baratinha, acessível, e deixa as crianças mais soltas do que ficar sentadinho em uma cadeira desenhando em um papel pequeno. Nada contra, mas é bom também variar, alternar com novas experiências. Assim eles podem levantar, agachar, rolar pelo chão, engatinhar, deixando o momento bem rico em termos de oportunidade de movimento físico. Para fazer o tapete, separei folhas em A4, imprimi em cada uma delas o pedaço de uma ilustração grande, e depois colei o verso com fita adesiva, bem tranquilo. Se tiver algo escrito no desenho, procure não deixar na divisão entre as folhas, para não desencontrar o texto. Espero que gostem do video, mostra bem a realidade aqui em casa, hehe. Tem criança brigando, rolando no chão, rasgando o papel… normal 😀 Vale comentar que o vídeo é um pouco antigo, de alguns meses atrás.

Na imagem #paracegover: Chapéu de caranguejo pronto.

Caranguejo peixe é

As professoras do Antônio estavam trabalhando ritmos, musicas, sons, com os aluninhos, e bolaram uma atividade onde os pais e as crianças deveriam participar na criação de uma caixa musical.

Na imagem #paracegover: Caixa forrada de papel craft, decorada com notas musicais pretas. Na tampa está escrito "Caixa Musical".

Na imagem #paracegover: Caixa forrada de papel craft, decorada com notas musicais pretas. Na tampa está escrito “Caixa Musical”.

Deveríamos escolher uma música e criar alguma brincadeira, algum objeto, que a criança pudesse interagir durante a canção. Para exemplificar a tarefa, elas já mandaram na caixa uma aranha que a criança poderia colocar no dedinho enquanto cantava a música da dona aranha e um pintinho feito de pompom para a música do pintinho amarelinho.
Na imagem #paracegover: Caixa musical aberta, com um pintinho amarelinho, um balão vermelho com um gatinho desenhado, uma aranha de eva brilhante e o chapéu de caranguejo que eu fiz pro Toni.

Na imagem #paracegover: Caixa musical aberta, com um pintinho amarelinho, um balão vermelho com um gatinho desenhado, uma aranha de eva brilhante e o chapéu de caranguejo que eu fiz pro Toni.

Eu não tive dúvida em qual música escolher para o Antônio, o pequeno é fã da cantiga do caranguejo. Fiquei pensando o que a gente poderia brincar… imaginei de repente um caranguejo que virasse um peixe, mas a ideia não foi muito adiante. Procurei na internet por caranguejo e ensino infantil e achei essa sugestão de chapéu. Achei muito divertido, o Antônio e a Alice iam curtir com certeza.
Na imagem #paracegover: Coisinhas que fui encontrando pela casa para montar o "chapéu": Bolinhas de isopor, canetinhas, esse arame peluciado, acho que chama-se limpa cachimbo.

Na imagem #paracegover: Coisinhas que fui encontrando pela casa para montar o “chapéu”: Bolinhas de isopor, canetinhas, esse arame peluciado, acho que chama-se limpa cachimbo.

Eu- que adoro um reaproveitamento – fui me virando com restos de materiais que tinha em casa mesmo: um eva vermelho, um limpa cachimbo colorido, velcro e canetinha. Fiz uma faixa de velcro bem grande, pois depois a caixa ia passear pela casa dos coleguinhas, então o chapeuzinho deveria caber em diferentes tamanhos de cabeça. Se eu não tivesse encontrado eva teria feito com cartolina vermelha, ou pintado um papel de vermelho… mas acho que o Eva é a opção mais confortável e duradoura.
Na imagem #paracegover: Chapéu de caranguejo pronto.

Na imagem #paracegover: Chapéu de caranguejo pronto.

Na imagem #paracegover: montagem com quatro fotos do Antônio tirando o chapéu, com carinha de "não sou obrigado", rs. Durou 5 segundos na cabeça dele. :)

Na imagem #paracegover: montagem com quatro fotos do Antônio tirando o chapéu, com carinha de “não sou obrigado”, rs. Durou 5 segundos na cabeça dele. 🙂

Para nosso azar o Antônio não estava se sentindo bem no dia, então nem curtiu a brincadeira. Já a Alice adorou, riu a beça, e logo foi pro espelho se admirar. Então fica a ideia de uma atividade divertida, baratinha e rápida de ser feita, para brincar com as crianças. Para atrelar à um movimento, de repente brincar de imitar as garras do caranguejo, ou andar para os lados.
Na imagem #paracegover: Folha com a letra da música dividida com ilustrações correspondentes. Na palavra palma aparece o desenho de uma palma, na palavra pé aparece um pé e assim por diante.

Na imagem #paracegover: Folha com a letra da música dividida com ilustrações correspondentes. Na palavra palma aparece o desenho de uma palma, na palavra pé aparece um pé e assim por diante.

Na imagem #paracegover: Alice com o chapéu de caranguejo, na frente do espelho, com cara de curiosidade, se admirando.

Na imagem #paracegover: Alice com o chapéu de caranguejo, na frente do espelho, com cara de curiosidade, se admirando.

A música com as palavras e desenhos correspondentes, tem para baixar aqui. 🙂

🦀 E fiz uma espécie de passo a passo no vídeo abaixo 🦀

marcacapa

Mudando a Narrativa

No início do ano tive a alegria em colaborar em dois projetos muito muito legais: o Mudando a Narrativa e o MultiGestos, idealizados por pessoas muito especiais. Aproveito o momento para agradecer o convite e a confiança. 😀

O Mudando a Narrativa foca na contação de histórias com recursos de acolhimento e acessibilidade, produção de elementos multisensoriais para experimentação e apreensão de conceitos estruturantes do conto/história e na criação de materiais de apoio para compreensão da história e da estrutura do texto narrativo, ilustração e sistema de escrita alfabética, em braile e em libras.

Marca criada para o projeto Mudando a Narrativa, um livro virando a página, revelando uma nova página colorida, com diversos elementos lúdicos.

Marca criada para o projeto Mudando a Narrativa, um livro virando a página, revelando uma nova página colorida, com diversos elementos lúdicos.

Desenvolvi uma série de materiais focando na acessibilidade de ENTRADA de informação para o projeto. Mas lá pelas tantas eu pensei, puxa vida, podemos também trabalhar na acessibilidade de SAÍDA de informação! Logo lembrei das crianças com sd ou apraxia, e em como ajudá-las a contar as histórias. Foi quando eu tive o estalo: e se eu unisse os dois projetos? Utilizar as ilustrações que desenvolvi para o Mudando a Narrativa e combinar com as pistas do método MultiGestos? Sugeri para as autoras de ambos os projetos, e elas permitiram! Viva!

Então aos poucos irei produzir vídeos com esse enfoque, como este abaixo, da bruxa! No canal do Nossa Vida com Alice já coloquei outros, corre lá para espiar. 🎬

https://www.youtube.com/c/nossavidacomalice

#paracegover: Video da minha boca, com batom colorido, falando a palavra Bruxa. Em seguida surge, de maneira animada, a palavra Bruxa, escrita em preto sob fundo branco. Depois surge a ilustração de uma bruxa. Em seguida, novamente aparece um video da minha boca falando a palavra, dessa vez com o auxílio das pistas do método MultiGestos. Para finalizar, uma tela parabenizando a criança, com a ilustração da bruxa novamente.

Na imagem #paracegover: Alicinha pegando a plaquinha da letra i da mão da Deisi.

Aprendendo o nome

Na imagem #paracegover: Um papelão rígido e plastificado apoiado em uma bancada de madeira, com alguns brinquedos. No papelão o nome da Alice adesivado, e abaixo dele um pedaço de velcro com o nome da alice em letras móveis fixadas.

Na imagem #paracegover: Um papelão rígido e plastificado apoiado em uma bancada de madeira, com alguns brinquedos. No papelão o nome da Alice adesivado, e abaixo dele um pedaço de velcro com o nome da alice em letras móveis fixadas.

A psicopedagoga da Alicinha, a querida Deisi, pediu para que eu elaborasse um material para elas trabalharem o pareamento das letrinhas do nome da Alice. Ela explicou mais ou menos como queria, e eu produzi o material que mostro abaixo no vídeo, e explico um pouco melhor em seguida nesse post. 😉

Quem acompanha o blog há um tempo já deve ter notado que eu gosto de ir me virando com as coisas que eu tenho em casa mesmo. Então como eu não tinha uma prancha com a rigidez que eu precisava, reuni várias folhas mais espessas e as fixei com fita adesiva larga. Para não ficar somente um material simples, sem nenhum atrativo, pensei em colocar um enunciado, com o desenho que fiz da Alice e do Antônio. Este trecho, e a parte da referência das letras, foram fixadas em adesivo sob adesivo, o que me permitiria movê-los para a segunda etapa de uso do material ou até mesmo no reaproveitamento desta mesma base para outra atividade. (Na segunda etapa a Deisi explicou que retiraríamos a referência do nome de cima do espaço do velcro, e colocaríamos em uma outra prancha, para irmos progressivamente desafiando a criança. No vídeo, em uma das fotos, dá para ver esse momento. Acredito que em uma terceira etapa, seriam retiradas todas as referências, e a criança montaria o nome sozinha, sem pareamento).

Na imagem #paracegover: Alice com a psicopedagoga, posicionando as plaquinhas com as letras na base com velcro.

Na imagem #paracegover: Alice com a psicopedagoga, posicionando as plaquinhas com as letras na base com velcro.

Para ajudar no pareamento, pensei em velcro, que é um material bem prático e eu já tinha disponível aqui em casa. Esta parte que ficaria mais exposta usei o lado macio do velcro, pois a minha pequena tem transtorno de integração sensorial, e é louquinha pela parte áspera do velcro. Em fases onde ela está muito muito muito desorganizada sensorialmente, chega a passar os dedinhos nesse lado áspero até quase sangrar. 😟

As palavras e os enunciados foram impressos em papel sulfite normal. O nome de referência adesivei diretamente na prancha, e as letras móveis adesivei em retângulos rígidos que criei no mesmo estilo da base grande (grudando diversos papeis espessos até chegar na gramatura que eu queria). Coloquei duas fitas de velcro no verso deste retângulo, para facilitar o posicionamento destes, com ajuda de uma cola quente. Para a segunda etapa, reposicionei o enunciado para ficar mais próximo do velcro, e colei o nome de referência em uma segunda prancha, que fiz com restinhos de papelão que eu tinha aqui em casa.

Na imagem #paracegover: Alicinha pegando a plaquinha da letra i da mão da Deisi.

Na imagem #paracegover: Alicinha pegando a plaquinha da letra i da mão da Deisi.

Espero que o post seja útil 🙂 Se tiverem alguma dúvida, é só deixar aqui nos comentários que posso respondê-las ou encaminhá-las para a psicopedagoga da Alice. Um abraço!

Dance como a Uva!

Finalmente consegui um tempinho e fiz mais um video. Meu sonho era ter bastante tempo livre, para fazer uma série enooooooorme de videos animados, com música, estimulando a fala. Vejo aqui em casa como eles funcionam com a Alicinha, e isso me anima muito. Estou bolando uma forma de fazer videos mais simples e rápidos, para conseguir fazer mais opções. (Eu acabo me animando com a composição das músicas, hehe, e por isso demoro). Eu sou um pouco relapsa em colocar todos os videos que eu crio aqui no blog – e acho que ficaria muito maçante – então sigam o Nossa Vida com Alice no YouTube, para acompanhar sempre as novidades.

A Alicinha gosta muito de Uva, e consegue pronunciar “Uá”, então fiz esse video sobre a Uva. Uso os gestos do método MultiGestos, projeto das queridas Cinthia e Letícia, que eu ajudei na criação. Eu gostaria de ter feito um pouco melhor o gesto do V… o ideal seria que os dedos empurrassem ainda mais os lábios em direção aos dentes.

De um tempo pra cá tem ficado muito claro para mim como o desenvolvimento motor, a atividade física, os movimentos, exercícios lúdicos, são ótimos para organizar a neurologicamente a criança. Então sempre que possível tentarei colocar uma parte na música que incentive a criança a se mexer. Seja pulando igual ao sapo, dançando como a uva, contando até 10 e girando…

Em muitos videos que eu faço, por serem materiais caseiros e sem fins comerciais, eu uso ilustrações que não são de minha autoria. Mas nessa série das frutas eu me animei e fiz as ilustrações também! O que me possibilitou desenvolver um material de apoio com mais tranquilidade. Então abaixo seguem algumas propostas de atividades pedagógicas para você imprimir e usar com seu filho ou estudante.

Colorindo a uva, Encontre a uva e Escreva UVA. Link para download.

Na imagem: montagem com as 3 propostas citadas acima, sob um fundo roxo.

Na imagem: montagem com as 3 propostas citadas acima, sob um fundo roxo.

Estimular é um barato! » Biscoitos

Oba, mais um Estimular é um barato 🙂 Estava querendo reunir essas fotos tem quase um ano 😂Esse final de semana separei um tempinho e consegui fazer um video simples mostrando como não precisamos de nada muito mirabolante para estimular nossos pequenos. Uma atividade corriqueira como preparar biscoitinhos já é uma oportunidade legal para estimular vários sentidos. Seja mostrando diferentes cores, nomeando texturas, apresentando novos odores, estimulando autonomia… Enfim, essas tarefas do dia a dia são um prato cheio para o neurodesenvolvimento dos nossos pequenos.

Descrição resumida do video, #paracegover: Mostro em uma edição de videos e fotos, a Alice preparando biscoitos! Ela usa um batedor manual para misturar a massa, adiciona ingredientes, fica toda suja de farinha de arroz, rs. No fim do video, mostro algumas fotos da atividade, como formas coloridas, Alice sorrindo, espalhando a massa.

Estimular é um barato! » Carimbos

Vira e mexe eu invento alguma coisinha diferente para brincar com os pequenos aqui em casa, mas ando um pouco desorganizada em registrar a bagunça e colocar no blog. Estou pensando uma maneira prática de colocar as ideias aqui, e continuar a série “estimular é um barato”, que eu gosto tanto. De repente fazer alguns videos simples e curtinhos?

A sugestão de hoje é brincar com carimbos! Vi uma foto no facebook de alguém que havia transformado potinhos de yakult em carimbos e adorei. Quando vi estes potes de fermento vazios na casa da minha sogra logo pensei que eles seriam ótimos para esta atividade.

Na imagem: Um pote branco, com uma esponja presa na tampa. Ele tem um rótulo escrito "verde". Na imagem está escrito "Carimbos" e há uma montagem com uma foto de um fermento.

Na imagem: Um pote branco, com uma esponja presa na tampa. Ele tem um rótulo escrito “verde”. Na imagem está escrito “Carimbos” e há uma montagem com uma foto de um fermento.

Você vai precisar de:

  • Tinta
  • Potes
  • Esponja
  • Elástico
  • Papéis

Opcionais (para fazer o rótulo)

  • Papeis impressos com os nomes das cores
  • Tesoura
  • Papel adesivo

Como preparar:

Encha o pote com a tinta da sua preferência. Eu acabei colocando guache pois os pequenos estavam de férias (sim, essas fotos são de fevereiro!) e eu precisava ser rápida na confecção. Mas pode ser tinta caseira também! Minha dica é adicionar um pouco de água, para que a tinta passe pela esponja, mas não exagerar, pois do contrário em vez de carimbar você irá encharcar a folha. Outra dica é que você não precisa de muita tinta! Com apenas um pouquinho já dá para brincar bastante. Depois, você pode usar uma esponja de louça, cortar pequenos pedaços e prender na tampa com um elástico.

Na imagem: Potes brancos com esponjas no lugar da tampa.

Na imagem: Potes brancos com esponjas no lugar da tampa.

Vantagens:

A atividade trabalha a criatividade e o lado artístico da criança, trabalha o conceito de cores, de como elas se mesclam gerando outras cores. Os rótulos estimulam a leitura. Os diferentes tamanhos de potes são bons para trabalhar a preensão palmar e motricidade fina. A pintura desenvolve a coordenação mão-olho. É uma brincadeira baratinha: um pouquinho de tinta rendeu bastante, pois há pouco desperdício, e os materiais você reaproveita e encontra em casa. Gostei bastante que não fez muita bagunça, hehe. Fiz também com potes transparentes e gostei mais ainda do resultado, pois a criança pode ver a tinta.

Na imagem: potes transparentes reciclados em carimbos.

Na imagem: potes transparentes reciclados em carimbos.

Como brincar:

Como você quiser! Eu imprimi alguns desenhos em preto e branco e deixei no chão da varanda para as crianças carimbarem de maneira livre. Segue abaixo um video simples que eu editei da bagunça 🙂

Doman de matemática!

Assim que comecei a ler mais sobre o método Doman, fiquei curiosa para conhecer a abordagem deles para a matemática. Como muitas pessoas com síndrome de Down apresentam dificuldades com matemática pensei em ver qual era a proposta deles nessa área.

Infelizmente cheguei um pouco atrasada nesse conteúdo, pois o programa de neurodesenvolvimento deles de matemática é voltado para bebês e crianças até dois anos e meio (alicinha já tem 3). Mas ainda assim li o livro e incorporei um pouco das dicas dele no nosso dia a dia. Fiz com esse método aquilo que faço com todos os outros: li, absorvi aquilo que fazia sentido e funcionava pra gente, adaptando pra nossa realidade.

O que eu gostei na proposta:

• Gosto de métodos que usam materiais grandes, simples e com contraste/coerência visual.

• Ele inicia por aquilo que é tangível (quantidade) e deixa o abstrato (numerais) por último.

• Gosto como ele não estimula o ensino dos números na ordem, evitando com que a criança decore basicamente uma sequência de palavras ao invés de entender a noção de quantidade.

• Assim como os numerais, ele também pede para esperar para introduzir o conceito de símbolos (+, -, =…)

Enfim, se você se interessou, sugiro que leia o livro, onde ele fala mais sobre o método. 😀

Eu comecei a criar o material, fui até a prancheta número 30, mas a Alicinha não curtiu, então resolvi não insistir muito. Fui procurar no YouTube vídeos de outras mães fazendo o método, pra ver se eu estava fazendo algo errado, e encontrei um pai que tinha feito uma versão musical dele! Eu achei o máximo e a alicinha também amou! Eu colocava para tocar e ficava cantando bem alto em português por cima. Mas aquilo não estava dando muito certo, então pedi para meu cunhado fazer uma versão da música, para eu criar um vídeo em português pra ela.

Na mesma época, meu amigo Rogério meu enviou um artigo* que debatia a hipótese de que crianças com síndrome de Down aprendiam mais matemática em meios eletrônicos – como aplicativos – do que de forma tradicional. Então isso foi um empurrão a mais para eu bolar algo alternativo para ela, para complementar o ensino.

A Alice curtiu tanto este primeiro video que acabei fazendo um para cada dezena até o número 100 😱 e mais seis sobre adição, todos com musicas originais compostas com ajuda do super GarageBand 💕. Em todos eu coloquei desenhos e brincadeiras para deixar o vídeo mais lúdico. Vou colocando aqui aos poucos conforme eu for perdendo a vergonha da minha voz horrenda. Não sei até que ponto eles estão ajudando, faço sem muito compromisso. Queria iniciar alguns sobre subtração, mas esse ano estou pensando em focar na saúde visual da alicinha, que acabei deixando de lado ano passado.

P.s.: O video é meio tosco, pois foi um dos primeiros que eu fiz, estava enferrujada com o programa de animação. Tentei achar o arquivo para melhorá-lo, e para inclusive colocar uma filmagem minha falando os números, mas perdi o arquivo original! 😭

Espero que tenham gostado!
Beijos,
Carol.

* 5th World Conference on Learning, Teaching and Educational Leadership, WCLTA 2014 Achievements of Numeracy Abilities to Children with Down Syndrome: Psycho-Pedagogical Implications.