Dois meses de Antônio!

Na imagem: montagem de fotos da Alice e do Antônio, com a frase "Dois meses de Antônio".

Na imagem: montagem de fotos da Alice e do Antônio, com a frase “Dois meses de Antônio”.

Ontem o Antônio completou dois meses! Tenho um sentimento conflitante: ao mesmo tempo parece que estes dois meses passaram voando, também sinto que milhões de coisas aconteceram neste período. O “pequeno” está enorme, já dobrou o peso do nascimento e, com um mês e meio, já tinha crescido inacreditáveis 8 centímetros. É, tudo indica que Antônio é um projetinho de papai Thomas mesmo. Até o cabelo que tinha nascido pretinho e cheio, como o meu, já afinou e ficou castanho. Ele é um bebê muito querido, chora pouquinho e é muito simpático.

Mas fica aqui registrado meu desabafo:
eu não tô dando conta.

Talvez no futuro eu ache que foi a melhor decisão do mundo ter engravidado logo, assim tão perto da Alice. Mas no momento eu só consigo pensar: onde fui me meter? A sensação que eu tenho é que não consigo cuidar bem de nenhum dos dois. Todas as atividades que eu fazia com a Alice estão basicamente paradas há dois meses. Tenho vários “deveres de casa” para fazer com ela, que seus terapeutas nos passam (como exercícios para seu estrabismo, por exemplo), que eu não estou conseguindo fazer de jeito nenhum. O desfralde, que eu também tinha iniciado, está em câmera lenta quase parando. E, coitado do Antônio, não consigo fazer com ele nem metade das brincadeiras estimulantes que fazia com a Alice em sua época de bebê pig.

Aos poucos as coisas vão se ajeitando, eu sei. O ciúme da Alice, por exemplo: antigamente ela chegava perto do irmão e já ia mordendo e arranhando. Agora ela se aproxima do Antônio e dá um beijinho, brinca com o pézinho dele (e em seguida arranha, hihi). Mas evoluiu, não acham? Eu obviamente não deixo que ela o machuque e quando ela o faz sempre explico que é errado. Mas por outro lado eu tenho uma empatia enorme pelo ciúme dela, sei que é normalíssimo. Como falaram em um grupo do facebook que eu participo: Imagine se seu marido chegasse em casa com outra esposa? Então eu procuro ter paciência, ensiná-la e mentalizo que em breve os dois serão bem amigos e parceiros.

Abaixo algumas fotos deste mês que passou.
Um “muah!” da Alice e um “angu” do Antônio para vocês! 🙂

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Estimular é um barato: A caixa das cores!

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Na imagem: uma caixa marrom, com adesivos coloridos imitando respingos de tinta colados e o texto “caixa das cores”.

Eba, mais um post da série “Estimular é um barato!”. Hoje sugiro a Caixa das Cores, uma brincadeira bem simples e acessível para ensinarmos as cores para nossos pequenos. Como muitas vezes a criança com síndrome de Down possui dificuldade no aprendizado, tenho procurado fazer brincadeiras simples, aumentando o interesse e concentração. (mas esta tática pode ser usada com qualquer criança, claro!) Neste caso, especificamente, ao invés de fazer uma caixa das cores com diversos objetos coloridos dentro, proponho que cada cor seja apresentada por vez.

Montar a brincadeira é super fácil e baratinho, eu mesma fui me virando com o que tinha em casa. Você vai precisar de uma caixa (de preferência com uma cor neutra, para não “competir” visualmente com a dinâmica) e diversos objetos com a mesma cor! Aconselho a buscar objetos com tons bem similares, conforme a foto abaixo. Outra dica é escolher coisas que são de fato daquela cor. Por exemplo, prefira usar um elefante de brinquedo cinza, ao invés de um rosa.

Espero que tenham gostado 🙂 A Alice curtiu a brincadeira por aproximadamente 20 segundos. Depois tirou tudo de dentro da caixa e entrou dentro dela! Faz parte 😉

Super Mãe

Frequentemente as pessoas comentam uma coisa no blog ou no facebook que – apesar de me deixar inicialmente envaidecida – também me deixa intrigada e cheia de questionamentos: “Carol, você é uma SUPER mãe. Não importa se eu postei uma foto da Alice, uma dica de estimulação, algo sobre o nosso cotidiano… de uma forma ou de outra essa frase sempre surge nos comentários.

Logo já fico cheia de dúvidas: afinal o que é ser uma super mãe? Será mesmo que eu sou mesmo uma? Será que estou projetando essa falsa imagem de mãe invencível, incansável, ainda que sem querer? Outro dia uma colega comentou comigo, envergonhada, que as vezes a filha dela via galinha pintadinha enquanto almoçava. Quando eu a respondi dizendo que eu vivia fazendo coisas deste naipe também, ela se espantou: “jura carol, achei que você não fazia nada dessas coisas!

Gente, para tudo! Não é porque eu tenho um blog sobre maternidade que eu sou perfeita, longe disso. Não vou me botar totalmente pra baixo, eu realmente me esforço e sou boa em algumas coisas, mas também falho terrivelmente e sou super #menasmain em inúmeras outras! E, depois de dois anos e meio tentando construir e entender minha identidade enquanto mãe, acredito que me encontrei e sou feliz neste meio termo.

Aquele meio termo onde você consegue ensinar sua filha a apreciar um chuchu sem sal, mas que também as vezes “esquece” a televisão ligada enquanto ela come.

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Na imagem: Alice comendo um chuchu sem sal, e espiando o desenho do pocoyo.

Aquele meio termo que você vibra tanto que sua filha parou de comer o giz de cera e começou a desenhar, que nem liga se ela rabiscou a cadeira branca inteira.

Na imagem: Alice sorrindo e desenhando com giz na sua cadeira branca.

Na imagem: Alice sorrindo e desenhando com giz na sua cadeira branca.

Aquele meio termo onde você acha um brinquedo educativo para ensinar as palavras para a filha no banho, mas acaba escrevendo um trecho da música da Angélica na banheira.

Na imagem: Letras educativas escrevendo "vou de taxi" na banheira.

Na imagem: Letras educativas escrevendo “vou de taxi” na banheira.

Afinal de contas, não dá para ser boa em tudo e leveza e bom humor são sempre bem vindos. 🙂

Mas pensando bem, agora que sou mãe (e que sei da responsabilidade que é educar uma criança) me pergunto: será que todas nós que abraçamos este desafio de coração aberto não somos SUPER mãesSuper cansadas, correndo o dia todo atrás de nossos pequenos, super confusas, sempre nos questionando se estamos fazendo o melhor por eles, mas também super felizes, vibrando com todo e qualquer obstáculo que eles superam.

Estimular é um barato: praia!

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Alice e seu dindo brincando no mar!

Como o Antônio ainda é muito pequeno, estou saindo pouco de casa com ele. Mas fico morrendo de pena da Alice, que está de férias, e merece curtir passeios e atividades diferentes. Então estas férias deixei um pouco de lado meu instinto grude, e deixei ela dormir nos finais de semana na casa de praia dos avós! Assim eu poderia descansar um pouco também. (Depois que você se acostuma a cuidar de dois filhos em casa, ficar cuidando só de um parece até férias!).

E lá foi a Alicinha de mala e cuia para a casa de praia com os avós e os padrinhos! Gosto muito desta praia pois tem um clima bem familiar e o mar é muito calmo. Os dindos mandavam o tempo todo fotos dela se divertindo, o que me fez pensar em como um dia na praia é estimulante. E o melhor de tudo: é um programa muito baratinho! (pra quem mora perto de praias, claro 🙂 ). Olha só quanta coisa legal que dá para fazer em um dia na praia:

01) Pegar sol: Cuidando com os horários perigosos e com excessos, pegar sol faz muito bem para a saúde e para nosso humor.

02) Ficar na piscina: Para os pequenos que ainda são muito novos, dá para carregar uma piscininha inflável para a praia, encher com água do mar e colocar debaixo da sombra. Atividades na água melhoram a imagem corporal, o equilíbrio e coordenação.

03) Criar um castelo de Areia: Tem coisa mais legal do que construir castelos de areia na praia? Eu adorava! E agora que tenho filhos pequenos tenho uma desculpa para poder voltar a brincar disso. Ao construir castelos você pode trabalhar o imaginário, criando histórias com a ajuda do seu filho. Também é uma maneira legal de trabalhar a motricidade fina.

04) Construir um relógio solar: Para as crianças um pouco maiores, uma ideia legal é construir um relógio solar, usando uma vareta e conchinhas. Você pode explicar o conceito de horas, falar sobre números, e, dependendo da idade do seu filho, até arriscar uma explicação sobre o movimento da terra ao redor do sol.

05) Colecionar conchas: E que tal passear pela praia catando conchinhas bonitas? Eu sei que é uma dica super simples, mas eu adorava fazer isso quando era criança. Ficava procurando as conchas mais bonitas e ia guardando em um potinho. Se você for brincar disso com seu pequeno, pode aproveitar a ocasião para ir contando quantas conchas você já tem, ensinando os números, ou usar as próprias conchas para desenhar formas na areia.

06) Caça ao tesouro: Para o final de tarde, com o sol mais fraco, você pode organizar uma caça ao tesouro! Esconda algumas coisinhas e dê dicas para seu filho achá-las. Além de ser divertido, você estimulará o raciocínio do seu pequeno.

07) Esportes: Brincar de bola, soltar pipa, amarelinha, frisbee, frescobol… são inúmeras as opções de esportes e atividades que podem ser praticadas na praia. Os benefícios dos exercícios físicos são diversos.

08) Desenhar na areia: Desenhar estimula a imaginação, a percepção e a expressão. Que tal procurar um graveto e fazer desenhos na areia? Você pode desenhar elementos que viu na praia, desenhar letras, ilustrações abstratas… Nesta brincadeira não existe certo nem errado, o legal é deixar a criança desenhar o que quiser e como quiser. Além da criatividade, a motricidade fina também é estimulada.

E algumas fotos da Alice fofinha curtindo a praia!