A calça da Vovó

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A calça.

Com a chegada da Alice acabei me apaixonado por este mundo de estimulação. Gosto de descobrir formas de brincar com a bebê pig e estimulá-la com a matéria prima que eu tenho em casa mesmo, usando a criatividade e sem precisar sair gastando rios de dinheiro em brinquedos importados.

Uma invenção bem legal para brincar com bebês (tendo ele atraso motor ou não) é a “Calça da Vovó”. Basicamente é uma calça de adulto, recheada com espuma ou tecido, devendo ficar pesada mas ao mesmo tempo flexível. A calça facilita as mudanças posturais da criança, promove um aconchego, possibilita a organização motora e libera as mãos para a brincadeira. (fonte).

Ela pode ser feita com uma calça de gravidez que você não usa mais, costurando um zipper na parte de cima e fechando a parte inferior. Você pode também preencher com espuma e vedá-la com cola quente. O bom do zipper é que você pode tirar o recheio e colocá-la para lavar de vez em quando. Como eu não pensei nisso quando fiz a minha, não consigo lavá-la na máquina. Uma saída neste caso é colocar um pano por cima ou vestí-la com outra calça.

Dá para colocar alguns estímulos sonoros/visuais/táteis costurados na calça também, fica uma graça e as crianças adoram. Eles podem ser colocados com velcro, permitindo retirar e trocar os estímulos de lugar. A parte divertida da calça fica por conta do susto que todo mundo leva quando chega aqui em casa. Dependendo de onde eu a deixo, parece que tem alguém desmaiado no chão, ou procurando alguma coisa debaixo do sofá, hehe. 🙂

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Oi

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Bebê Pig no Facebook!

facebookNão resisti. Criei uma página no Facebook para a Alice, hihi. Curte as fofuras da Bebê Pig? Então corre lá e segue a gente! Na página irei falar sobre inclusão, estimulação essencial e sobre a nossa vida de pais de primeira viagem. Espero que gostem! 🙂

Bebê Pirata

Depois de vários meses de desconfiança e três consultas ao oftalmologista, finalmente veio a confirmação: Bebê Pig tem estrabismo. Ele é comum em bebês, dada a imaturidade do sistema visual, um pouco ainda mais comum em bebês com síndrome de Down. Acho que os médicos demoraram a confirmá-lo pois a anatomia dos olhinhos amendoados da Alice engana um pouco: além do estrabismo real, ela tem pseudo-estrabismo (quando há uma falsa impressão da convergência ocular).

Agora nossa pequena piratinha está fazendo um tratamento com tampão, duas horinhas por dia. Todo mundo que a vê usando, fala logo: “Tadinha!“. Eu hein! 🙂 Tadinho pra mim é quem não tem acesso ao diagnóstico ou ao tratamento. Fora que o tampão dela é o maior charme, colorido e estampado 😉 Pode ser que no futuro ela tenha que usar óculos, mas a princípio só a partir de um ano. Vai ser uma fofura só! #bebêhipster

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Arrrrr! Sou a piratinha da perna de pau, do olho de vidro, da cara de… FOFA! hihi

O bolo de cenoura

Quem me conhece sabe que eu sou uma negação na cozinha, mas inspirada na minha pequena guerreirinha decidi me aventurar e fazer um bolo de cenoura. Como existem alguns fatores (inclusive culturais) que contribuem para o sobrepeso de jovens e adultos com Síndrome de Down, quero aprender desde já a fazer alguns quitutes mais saudáveis. Então sai bolo de chocolate e entra bolo de cenoura! Não sei se foi sorte de principiante, mas ficou bem gostoso 🙂 Já que eu estimulo minha pequena a evoluir e se superar todos os dias, que tal eu começar a ensinar pelo exemplo também?

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Sorriso amarelo: medo de ter ficado ruim!